sábado, 12 de junho de 2021

Músico de Niterói é absolvido pela Justiça

manifestação, prisão injusta, músico, Orquestra da Grota
Para Luiz Carlos Justino, a sensação de liberdade representa um verdadeiro alívio. Foto: Lucas Benevides

A advogada de defesa Maria Clara Mendonça afirma que o violoncelista Luiz Carlos Justino foi absolvido sumariamente, na tarde desta quarta-feira (9), após audiência de instrução e julgamento no Fórum Desembargador Éneas Mazano, no Centro de Niterói. O Tribunal de Justiça do Rio ainda não forneceu detalhes da decisão.

“A gente já tomou ciência da sentença. A gente já vai disponibilizá-la e ela vai só transitar em julgado e acabou isso de uma vez por todas”.

Segundo Maria, a Justiça foi convencida de que a prova acerca da autoria da prática do suposto crime “era absolutamente ilícita, irregular e sequer poderia ter sido utilizada”, para oferecer a denúncia contra o Justino.

“Ele não poderia ter essa foto naquele álbum de fotografias, esse álbum na verdade sequer poderia existir”, continua a advogada.

Casado e pai de uma menina de 3 anos, Justino revela que a sensação de liberdade representa um verdadeiro alívio. Ele também pede a mudança do sistema e pede pelo fim do racismo.

“Espero que mude isso. Que eu seja referência disso e que acabe. Imagina as pessoas que sofrem injustamente? Não pode fazer essa covardia com os outros. É puro racismo. Não tem outra explicação”, conta.

De acordo com o músico Luiz Carlos Justino, apesar da demora, “tudo foi esclarecido da forma correta”.

“Da forma que fizeram, que me condenaram, não tiveram as provas suficientes. E agora, não sei nem te explicar a sensação do que eu estou sentindo. Estou respirando mais leve. Agora eu consigo até pular mais alto, porque realmente foi complicado”, celebrou o músico após a decisão.

Mais cedo, a expectativa do advogado de defesa, Rafael Borges, já era de que o violoncelista fosse absolvido, fato que se concretizou horas depois.

Para Paulo de Tarso, presidente do Espaço Cultural da Grota, o caso do Justino deve ser um marco divisório.

“Depois de tudo que passamos de setembro pra cá, vivendo um pesadelo acordado, hoje está sendo feita a Justiça que vai reparar, de certa forma, tudo o que aconteceu com o Justino. A Orquestra de Cordas da Grota, nesse período todo, lutou para que fosse reconhecido o músico como músico, apenas isto. E que isso não aconteça novamente com outros jovens que são reconhecidos por fotos de Facebook, Instagram, sem ter ligação com o que estão sendo acusados”, finaliza.

Luiz Carlos foi preso em setembro do ano passado, durante uma abordagem policial, depois de uma apresentação musical na Estação das Barcas.

Na ocasião, foi constatado que havia um mandado de prisão contra o músico por um assalto a mão armada, que teria acontecido em 2017, após ter sido reconhecido, através de uma fotografia que constava na Delegacia de Charitas (79ª DP).

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','https://www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-1023799-1', 'auto'); ga('send', 'pageview');