quarta, 20 de janeiro de 2021

Músico preso em Niterói consegue a liberdade

Luiz Carlos da Costa Justino, músico, rede social
Luiz Carlos estava preso desde quarta-feira. Foto: Rede Social

Preso desde a última quarta-feira (3) por agentes do programa Segurança Presente em Niterói, o músico Luiz Carlos da Costa Justino, de 23 anos, conseguiu a liberdade no final da noite deste sábado (5) por decisão do juiz André Nicolitt. A medida atende ao pedido, de caráter liminar, apresentado pelo advogado da família do jovem, que é morador da comunidade da Igrejinha, no Largo da Batalha.

Segundo o advogado, já existe a ordem de soltura e ele poderá deixar o presídio ainda neste domingo (6).

Com a suspensão da prisão preventiva, Luiz Carlos responderá em recolhimento domiciliar. Desde a tarde deste sábado, amigos e parentes se reuniam em frente ao Complexo Prisional de Benfica, no Rio, onde o violoncelista estava preso. Um manifesto cultural foi realizado por músicos da Orquestra da Grota, grupo o qual o jovem pertence.

Pelas redes sociais a comunidade da Grota chegou a abrir um abaixo-assinado exigindo a soltura do músico e cobrando apuração nas investigações que teriam levado Luiz Carlos à cadeia. Até o início da madrugada deste domingo mais de 20 mil assinaturas já estavam registradas.

Pelas redes sociais o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), comemorou a decisão:

Segundo a família, Luiz Carlos é alvo de uma injustiça e a defesa do músico pede que seja reavaliado o critério de investigação. O jovem foi preso durante uma averiguação na noite da última quarta no centro da cidade. Ele é acusado de ter praticado um assalto em 5 de setembro de 2017 na Vila Progresso, em Pendotiba, e por isso contra o músico constava um mandado de prisão preventiva em aberto. Entretanto, de acordo com a família, nesta data o jovem estava trabalhando em um restaurante.

“Tem provas explícitas de que não foi ele que cometeu o crime. O único envolvimento dele com a questão foi o reconhecimento facial, em que são colocados milhares de jovens parecidos. É muito fácil no calor da emoção a vítima apontar para qualquer um”, disse o advogado.

Em protesto pelas redes sociais começou a circular um vídeo que teria sido publicado no dia do crime mostrando Luiz Carlos se apresentando com outros músicos em um estabelecimento da cidade.

Entretanto ainda cabe a Polícia Civil a analise de investigação do caso.

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