sábado, 05 de dezembro de 2020

Niterói com menor taxa de letalidade violenta dos últimos 17 anos

A série histórica começou em 2003. Foto: Pedro Conforte

Niterói registrou, em setembro deste ano, a menor taxa de letalidade violenta dos últimos 17 anos. Houve apenas uma ocorrência de homicídio na cidade. Os dados são do Observatório de Segurança da Prefeitura de Niterói que, todo mês, analisa os indicadores letalidade violenta.

O índice contempla a soma das ocorrências de homicídio doloso, homicídio decorrente de oposição à intervenção policial, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Além disso, também são analisados casos de roubo de veículos e roubo de rua (roubo a pedestres, de celulares e assalto em ônibus). A série histórica começou em 2003.

A cidade conta com o Plano Municipal de Segurança Pública e o Pacto Niterói Contra a Violência. Desde a sua implantação, há dois anos, houve redução significativa dos índices de criminalidade na cidade. Através do Pacto, estão sendo investidos cerca de R$ 304 milhões em projetos de prevenção à violência, policiamento e Justiça, convivência e engajamento dos cidadãos e ação territorial integrada.

A Prefeitura também investiu em tecnologia e integração com as forças de segurança. A cidade conta com o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), operado pela Guarda Municipal, que monitora a cidade 24 horas por dia com mais de 522 câmeras instaladas em pontos estratégicos; o sistema de cercamento eletrônico, tecnologia que usa inteligência artificial e 70 câmeras para identificar carros roubados nas entradas, saídas e principais vias da cidade. Os portais emitem alertas para que o veículo seja rastreado e interceptado pela polícia.

“Em setembro, Niterói registrou a menor taxa de letalidade por conta da violência nos últimos anos. Tivemos uma redução de 94,74% na redução de homicídios e latrocínios. Em setembro do ano passado, foram registradas 19 mortes por causas violentas em 2019, e neste ano, tivemos apenas um caso, uma morte por conta da violência. Ao longo desses quase nove meses, tivemos 120 mortes a menos por causa da redução da violência, isso é muito importante”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

De acordo com o Observatório de Segurança, setembro apresentou o menor número de vítimas em toda a série entre os meses de setembro a janeiro desde 2003. No total, em 2020, foram 72 vítimas contra 190 no mesmo período de 2019, uma redução de 118 vítimas.

Além da queda na letalidade violenta, outro indicador que apresentou redução foi o de roubo de rua. Foram 92 registros no mês de setembro – uma redução de 153 casos ou -62,45% na comparação com o mesmo período de 2019. A maior redução foi na área da 76ª DP (Centro), de 83,33%; seguida da área da 77ª DP (Icaraí), com queda de 71,11%. Na área da 79ª DP (Jurujuba), houve redução de 65%; na região da 78ª DP (Fonseca) foi registrada queda de 49% nos registros; e uma redução de 36% na área da 81ªDP.

Com relação a roubo de veículos, o levantamento mostra redução de 56,92% desse crime em setembro, na comparação com o mesmo mês no ano passado. Os melhores resultados foram nas áreas da 79ª DP (Jurujuba), com redução de 80%, 81ª DP (Itaipu), com -77,78%, 77ª DP (Icaraí), com -75%. A área da 76ª DP (Centro) apresentou queda de 60% e a da 78ª DP (Fonseca) teve diminuição de 43%.

O mês de setembro confirma também a tendência de queda nos registros de roubo de carga: -71,42% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre foram 19 registros desse tipo de crime em julho, 13 em agosto e somente dois em setembro.

Outro indicador com redução importante foi o de roubo a estabelecimentos: -75% na comparação com setembro de 2019.

“A Prefeitura de Niterói está auxiliando as forças de segurança que atuam no município. É uma parceria que vem ajudando muito para quem está no trabalho de campo. Temos uma cidade monitorada e com diversas ferramentas disponibilizadas pelo município que estão fazendo a diferença. Por isso estamos conseguindo avançar em todas as frentes e diminuir cada vez mais os índices de criminalidade”, observa Sylvio Guerra, comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar.

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