domingo, 29 de novembro de 2020

Paciente acusa médico de Niterói de tocá-la nas partes íntimas

Caso aconteceu na Unidade Municipal de Urgência Mário Monteiro, em Piratininga. Foto: Arquivo/ Plantão Enfoco

Uma advogada, de 44 anos, denunciou um médico da Unidade Municipal de Urgência Mário Monteiro, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, por violação sexual. O crime teria acontecido durante um atendimento na madrugada desta sexta-feira (23).

De acordo com a paciente, que preferiu não ter a identidade revelada, ela começou a sentir dores no abdômen e coceira na região da barriga, na noite desta quinta-feira (22), e tomou dois comprimidos antialérgicos, além de um medicamento antidepressivo que faz uso diariamente. Horas depois, durante a madrugada, ela percebeu algumas feridas na pele e decidiu ir até a unidade de saúde.

A paciente contou que ao chegar no consultório informou ao médico os sintomas e levantou a blusa para mostrar as feridas. Segundo a vítima, ela estava sem sutiã e foi quando o problema começou.

Ela contou que o médico levantou ainda mais a blusa enquanto a examinava e elogiou seus seios. Ela questionou a atitude antiética, mas ele afirmou que estava sendo profissional. Em seguida, ela informou que estava com feridas também em volta da virilha e abaixou a calça até a altura da coxa, mas não retirou a calcinha, para o exame. O médico então teria colocado a mão por dentro da roupa íntima da paciente, introduzindo os dedos no órgão genital, e teria dito “deixa eu ver melhor”.

Paciente registrou ocorrência na 76ª DP. Foto: Marcelo Tavares

Em depoimento, ela relatou aos policiais que foi neste momento que percebeu que estava sendo assediada. Apesar dos questionamentos da paciente, o médico teria continuado a consulta ensinando, na prática, como seria a forma correta de coçar as costas. Foi quando ele teria chegado mais perto da vítima e, ao encostar seu corpo no dela, ela conseguiu notar a ereção.

Posteriormente o médico prescreveu uma injeção medicamentosa e, quando estava prestes a sair do consultório, voltou pedindo para olhar novamente as costas e se esfregou nela pela segunda vez.

Ao chegar na enfermaria para tomar a injeção, a enfermeira informou que não havia solicitação médica para aplicação do medicamento. Porém, minutos depois, ela encontrou a prescrição no sistema e avisou que seria aplicado nas nádegas.

Após a aplicação, a paciente explicou para a enfermeira o que teria ocorrido no consultório e ligou para a irmã, que a aconselhou a chamar a polícia. A familiar chegou antes das autoridades à unidade e, ainda de acordo com o relato, o médico tentou dar explicações, mas elas não quiseram ouvir.

Policiais militares do 12° Batalhão (Niterói) então chegaram ao local e conduziram todos para a Delegacia do Centro (76ª DP), onde o caso foi registrado.

Os advogados do acusado foram até a sede da distrital e informaram que o médico nega todas as acusações. No entanto, ele permaneceu preso, segundo a polícia.

Procurada, a Prefeitura de Niterói, responsável pela unidade de saúde, ainda não se pronunciou sobre o caso.

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