quinta, 24 de setembro de 2020

Polícia realiza operação contra milícia da Baixada Fluminense

Objetivo é cumprir 32 mandados de prisão preventiva e 71 de busca e apreensão. Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), realizam nesta quinta-feira (27) a operação “Consagrado” para cumprir 32 mandados de prisão preventiva e 71 de busca e apreensão contra uma organização criminosa que atuava como milícia em Nova Iguaçu, que fica na Baixada Fluminense. A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

A denúncia oferecida à Justiça relata que a organização é estruturada e possui dimensões consideráveis, atuando de forma setorizada, mediante a prática de crimes como homicídios, roubos, extorsões, estelionatos, dentre outros, com o objetivo de obter vantagens financeiras,  domínio do território e imposição de força. Há nos autos da investigação registros de que o grupo exigia “taxa de segurança”, bem como pagamento de quantias por mototaxistas, para que estes pudessem circular livremente e, ainda, monopolizava o fornecimento de água e cesta básica, além de impor serviço clandestino de TV a cabo e internet.

As investigações se iniciaram em agosto de 2019, a partir de um duplo homicídio ocorrido em Austin, Nova Iguaçu. Ao longo da apuração diversas diligências foram realizadas, como apreensões, prisões e depoimentos de testemunhas que propiciaram a descoberta de vários indícios da prática do crime de organização criminosa. A denúncia contra a quadrilha aponta como lideranças do grupo Vladimir Guimarães Ferreira, o ex-policial militar Luiz Fernando Cardoso de Loiola, vulgo Nandinho, e Luiz Carlos Pereira dos Santos Cruz, vulgo Nem Corolla.

Também ficou comprovado que a organização criminosa realizava o pagamento de propina a policiais militares lotados no DPO de Austin, regularmente, para que esses deixassem de repreender as ações delituosas do grupo. A investigação apurou que dentre os agentes que recebiam tal propina estão os policiais militares agora denunciados Julio Cesar de Oliveira Silva e Eduardo Oliveira dos Santos, vulgo Dudu. Os dois também foram denunciados por organização criminosa e corrupção passiva.

A investigação também apontou indícios de uma aliança entre a organização criminosa e uma facção do tráfico de drogas, formando uma narcomilícia. As denúncias contra os milicianos e PMs foram recebidas e os mandados expedidos pela 1ª Vara Especializada de Crime Organizado e pela Auditoria Militar do Tribunal de Justiça.

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