domingo, 27 de setembro de 2020

Quadrilha de sequestros do Morro do Estado na mira da polícia

Crime acontece nos acessos ao Morro do Estado. Foto: Pedro Conforte

Criminosos armados têm causado pânico a motoristas que tentam cortar caminho pelos acessos do Morro do Estado, no Centro de Niterói. De acordo com a Polícia Civil, os acusados abordam e sequestram as vítimas, que ficam sob o comando deles e com uma arma apontada para a cabeça enquanto compras são efetuadas em seus cartões de crédito. Pelo menos duas pessoas registraram ocorrência entre janeiro e junho deste ano.

A quadrilha já foi identificada por policiais da Delegacia do Centro (76ª DP) e três pessoas já foram presas no início deste mês (agosto). Segundo a polícia, os outros dois integrantes já foram identificados, mas por conta da determinação do STF, que restringem operações policiais em comunidades, não foi possível realizar uma ação para prendê-los.

Sequestro

Os momentos de terror foram sofridos por motoristas que tiveram os veículos interceptados por traficantes armados na Rua XV de Novembro, na altura da Rua Jornalista Moacir Padilha. As vias ficam próximo ao principal shopping da Região Central de Niterói.

Abordagens acontecem na Rua Xv de Novembro, na região Central de Niterói. Foto: Pedro Conforte

As vítimas eram sequestradas e levadas para o interior da comunidade, onde ficavam sob o controle de um criminoso que apontava uma arma na direção da cabeça do motorista, enquanto os outros efetuavam compras de produtos variados pela internet.

Segundo investigação da 76ª DP, o caminho em que ocorrem as abordagens é muito utilizado por motoristas para chegar mais rápido à Zona Sul de Niterói. Elas também não têm hora para acontecer: os casos registrados apontavam que a ação ocorria tanto durante o dia quanto a noite.

A polícia também apurou que, em outro caso, a vítima era obrigada a fornecer as senhas dos cartões de crédito. A partir daí, um outro comparsa era responsável por realizar compras em lojas do Centro.

Enquanto o criminoso não retornava das ‘compras’, as vítimas sofriam nas mãos de traficantes, sendo constantemente ameaçadas e sofriam um terror psicológico muito grande.

De acordo com os investigadores, apesar dos casos terem acontecido num período de seis meses, é possível que o número de vítimas seja subnotificado ou que tenham casos recentes que ainda não foram informados à polícia.

A Polícia Civil ainda reforçou a importância do registro de ocorrência e pediu para que vítimas que ainda não tenham comunicado o fato na delegacia, o faça para ajudar nas investigações.

Polícia Militar

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento da área, afirmou que “o policiamento na região, conduzido pelo 12° BPM (Niterói), segue a estratégia do comando da corporação de reprimir toda e qualquer prática de ilícitos, visando a diminuição dos índices das modalidades criminais diversas”.

Ainda de acordo com a nota, “o policiamento ostensivo é aplicado através de policiais militares a pé e em viaturas, além de contar com reforço de efetivo através do Regime Adicional de Serviço (RAS)”.

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