quarta, 23 de setembro de 2020

Refém é liberada após 4 horas de tensão no Rio

Refém saiu da lanchonete após 4 horas presa. Foto: Pedro Conforte

Depois de 4 horas de negociação, policiais do Batalhão de Operação Especiais (Bope) conseguiram liberar a refém identificada como Helaine Cristina Teixeira, que estava sob poder do namorado em uma lanchonete na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma equipe entrou no local após um forte estrondo.

A vítima foi liberada e saiu do local primeiro. Em seguida, o acusado saiu sob poder da polícia.

De acordo com a porta voz da Polícia Militar, Major Marliza Neves, o homem já havia sido preso em Valença, no dia 28 de agosto, por um caso de violência doméstica em um relacionamento anterior. Ele foi transferido para o regime semiaberto em Benfica, no Rio.

“Eles vieram se encontrar para que ela o convencesse a voltar para o cumprimento da medida dele. Eles chegaram no estabelecimento e depois discutiram. Ele já tem registro de ameaça, lesão corporal e violência doméstica”, afirmou.

Segundo a polícia, a vítima e o criminoso são um casal e moradores do município de Valença.

“O acusado alegou que uma das motivações para o crime é que ele estava preso, e por isso estava nervoso e inquieto. Ele não fez nenhum tipo de pedido, o foco dele o tempo todo era contra a mulher que está com ele. Isso estava dificultando a negociação”, informou.

Negociação

O comandante do Bope, Maurílio Nunes, contou como foram as quase quatro horas de negociação.

 “Chegamos no local e assumimos a ocorrência com nossos negociadores. Logo estabelecemos um contato com o rapaz e  notamos que ele estava muito nervoso e que tinha um vínculo com a refém”,destacou. 

Segundo o comandante, foi necessária a chegada de outros agentes e técnicos para que as condições da negociação fossem avaliadas.

” Esse é o nosso primeiro elemento de ação sempre buscando a negociação que tem menos risco de dar problema para a integridade física das pessoas”,destacou. 

Nunes relatou também que o homem foi identificado com traços de psicopatia.

“Isso foi alegado pela psicóloga que nos acompanhava. Por conta disso, ele começou a alterar momentos de muito estresse e colocando em risco a vida da refém. A partir daí, a nossa negociação passou a ser tática e foi estabelecido um protocolo de entrada”, contou. 

Para acabar com a situação e entrar no local, os agentes do Bope usaram uma granada de efeito moral e um cão do Batalhão de Ações com Cães (BAC), além de uma arma de eletrochoque.

“Essa foi uma opção para usar a distração do sequestrador e não conseguir ferí-lo. Quando conseguimos entrar e tirar a refém do domínio dele, foi feito o atendimento médico para ambos os envolvidos. Outras três pessoas que estavam dentro do um escritório e eram impossibilitadas de sair por conta dele [sequestrador] também foram liberadas. Todos saíram ilesos e sem nenhum dano colateral”,explicou. 

Ainda de acordo com comandante do Bope, por conta do surto psicótico que o homem se encontrava, foi bastante complicado para o negociador conseguir estabelecer um vínculo com o homem.

“Essa confiança do negociador com o sequestrador é fundamental para o prosseguimento do nosso trabalho, e o sucesso da ação. Ele nem conseguia fazer pedidos, apenas queria ferir a mulher”, enfatizou.

O comandante disse ainda que a polícia não conseguiu definir qual teria sido a real motivação do fato.

“Cada hora ele falava uma coisa, que elaa tinha o traído, hora queera por ciumes. Após a saída da vítima, ela nos falou que havia ido conversar com o homem e que ele tinha surtado”, afirmou.

O crime

Crime aconteceu em uma lanchonete na Tijuca. Foto: Pedro Conforte

Um homem, ainda não identificado, armado com uma faca manteve a companheira refém dentro de uma lanchonete no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio, a partir das 11h desta sexta-feira (4).

Segundo informações, os clientes precisaram ser retirados do estabelecimento, que fica na Rua General Roca, altura do número 913.

De acordo com a Major Marliza Neves, agentes do programa Segurança Presente foram acionados por populares. A equipe então entrou em contato com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), para atuar nas negociações, que foram “difíceis, pois o homem não falava coisas conexas”.

A Major informou que o acusado já tem passagens pela polícia e estava muito alterado. Uma psicóloga do Bope esteve no local e a vítima, apesar de ferida, estava calma, de acordo com a Major.

Segundo o Centro de Operações Rio, a via General Roca precisou ser interditada entre as ruas Barão de Mesquita e Conde de Bonfim.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','https://www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-1023799-1', 'auto'); ga('send', 'pageview');

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *