terça, 26 de janeiro de 2021

Reforço para abalar as estratégias do crime em São Gonçalo

Perspectiva ilustrada da sede da companhia que ficará no bairro Santa Isabel. Foto: Divulgação Pmerj.

São Gonçalo contará com reforço estratégico a partir de março de 2021, com a entrega da 4ª CIA, que está sendo construída em um terreno no bairro Santa Isabel. De acordo com o tenente-coronel Gilmar Tramontini, comandante do  Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), a inauguração vai ajudar a polícia a manter os índices estratégicos no verde.

“Ali a gente tem o Complexo do Anaia, da Alma e da Candoza, onde há uma disputa territorial. A nossa ideia é que com a sede da companhia, a gente consiga ter uma maior presença de policiamento lá”, esclarece o comandante.

Tramontini destacou ainda que uma Companhia Destacada funciona como extensão do batalhão. 

Obras seguem a todo vapor na futura sede da companhia. Foto: Divulgação Pmerj.

“Estamos montando uma estrutura para funcionar além da parte de gestão, queremos que seja um ponto de lançamento das operações do batalhão. A ideia é que lá também funcione como a ‘casa’ dos Grupamentos de Aplicações Táticas (GAT), além das viaturas e também o blindado”

O comandante contou que a construção do empreendimento se deu através de uma parceria público-privada.

A construção da unidade policial pode, inclusive, impactar diretamente nas ações criminosas entre traficantes de comunidades que circulam na região. Nos últimos 15 dias, intensos confrontos são registrados no conjunto de favelas da Alma, localizado nos bairros Amendoeira, Coelho e Vila Candoza. O local era apontado pela polícia como o principal reduto do Terceiro Comando Puro (TCP) e que agora está nas mãos da facção Comando Vermelho (CV). 

Redução

Tramontini fala com orgulho da redução da criminalidade em São Gonçalo. Foto: Arquivo

Há um ano e cinco meses à frente do batalhão de São Gonçalo, Gilmar Tramontini destacou que durante o período da sua gestão, tem conseguido manter no verde os índices que medem os números da segurança.

Segundo o comandante, os números se refletem na base de dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro de 2020 até 16 de dezembro, comparando com o mesmo período em 2019.

De acordo com ele, enquanto o estado reduziu 36,4% o roubo de veículos, o 7º BPM reduziu 54%. Já o roubo de rua, a redução foi de 53% . No indicador de roubo a estabelecimento comercial houve queda de 58%. Já no roubo de carga, a queda foi de 45%, enquanto o roubo a coletivo baixou 51%.

“A realidade de São Gonçalo hoje é de quase a metade do que ocorria em 2018. Nós somos cobrados por números, então se olharmos friamente a cidade vai muito bem”

Gilmar Tramontini, tenente-coronel

O comandante do batalhão, dentre vários fatores, atribui ainda a redução dos números à implantação do programa Segurança Presente.

“Esse programa[Segurança Presente] foi um marco. Além disso, tivemos o aumento do número de vagas do Regimes Adicional de Serviço [RAS], as viaturas novas que recebemos, armamentos, além de um reforço na vinda de novos policiais para o batalhão. Isso tudo, demonstra um olhar sensível das autoridades para São Gonçalo”, destacou.

De acordo com Gilmar Tramontini, quando assumiu o batalhão recebeu três missões que já foram cumpridas. 

“A primeira delas era tornar o Salgueiro uma área onde o batalhão pudesse operar, e isso a gente fez. Operamos lá quase que rotineiramente, até as restrições do STF. Também não se confirmaram os rumores de que o tráfico estaria com a intenção de impedir a passagem de equipamentos do Comperj, e que iriam solicitar uma vantagem financeira em cima disso. A segunda missão era a captura do criminoso 3N, e a terceira era manter os números de São Gonçalo no verde”, relembrou.

Sobre o planejamento estratégico para o próximo ano, Tramontini pontuou que trabalha com a ideia de continuidade, embora não tenha confirmado se existe interesse em continuar à frente do batalhão após janeiro de 2021.

O comandante finaliza ampliando o debate sobre segurança pública:

“Somente 11% da população de São Gonçalo tem ocupação formal. Todo o restante da massa humana, ou está na informalidade ou desocupado. Quando se tem essa realidade, ela causa desordem urbana e uma grande parte da população acaba cooptada para a prática de ilícitos. A atividade de polícia não consegue acabar com isso. Sendo assim, a cidade precisa passar por uma ação municipal em todas as suas esferas para que volte ter uma ordem urbana”

Números do estado

O Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou queda de 12% nos Crimes Violentos Letais Intencionais entre os meses de janeiro e novembro de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. Este é o menor número para o indicador – que engloba as vítimas de homicídio doloso, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte – desde 1999.

Os homicídios dolosos mantiveram a tendência de redução nos 11 meses analisados de 2020. Houve redução de 11% se comparado ao acumulado do ano passado, chegando ao menor percentual para o período desde 1991, quando teve início a série histórica do ISP.

As mortes por intervenção de agente do Estado apresentaram diminuição de 31% no acumulado do ano na comparação com o mesmo período de 2019. Em relação ao mês de outubro, a queda foi de 45%.

O roubo de cargas também continua em queda no estado. O crime caiu 36% em novembro de 2020 contra o mesmo mês de 2019. No acumulado do ano, o declínio foi de 34% na comparação com 2019.

Já os roubos de rua e roubos de veículos continuam apresentando quedas, que podem ser justificadas pelo menor movimento nas ruas. Em novembro de 2020, o roubo de rua e roubo de veículos tiveram queda de 33% e 30%, respectivamente, quando comparado com o mesmo mês de 2019.

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