segunda, 23 de novembro de 2020

Reprodução simulada da morte de João Pedro será na próxima semana

Jovem foi morto durante operação conjunta em maio no Salgueiro. Foto: Arquivo/Pedro Conforte

Após ser adiada em agosto deste ano, a reprodução simulada da morte do adolescente João Pedro Mattos, de 14 anos, foi agendada para a próxima quinta-feira (29), às 10h, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. O jovem foi morto durante operação conjunta das polícias Federal e Civil, em maio deste ano, dentro de uma casa localizada em Itaoca, próximo à Praia da Luz. 

“Sinceramente, me sinto esperançosa e ainda crendo que essa será a fase decisiva para esclarecimento do caso e punição dos culpados. Não acredito na Justiça brasileira, mas acredito na justiça divina. Deus está no controle de tudo. Só ele e minha família sabem o quanto está sendo difícil viver sem o meu filho. É uma dor muito grande, muito mesmo… O meu filho era e sempre vai ser tudo pra mim”, disse a mãe de João Pedro, a professora Rafaela Coutinho. 

Por se tratar de uma área manchada pela criminalidade e com forte poderio bélico dos traficantes, a polícia estuda uma forma de levar um grande efetivo para a realização da reprodução simulada. 

Familiares e amigos da vítima afirmam, com contundência, que os responsáveis pela morte foram os próprios policiais que, segundo eles, adentraram na residência e realizaram diversos disparos. Um deles atingiu a barriga de João Pedro. Ele foi socorrido em uma aeronave da polícia e levado para o heliporto na Lagoa, Zona Sul do Rio. 

João Pedro foi morto quando brincava com amigos dentro de casa em Itaoca. Foto: Arquivo Pessoal

“O que fizeram com a gente naquele dia não é de Deus. Deixar uma família sem a informação de como o nosso filho está, o que ocorreu, para onde ele foi levado… Sinceramente, eu espero que ninguém passe pelo que a gente passou naquele dia. Sentimento de impotência e tristeza, mas como disse, a justiça divina não falha. Quem matou o meu filho vai pagar pelo que fez”, disse a mãe.

A operação

De acordo com a polícia, o principal alvo da operação era o traficante Ricardo Severo, o Faustão, um dos responsáveis pelo controle do tráfico de drogas do Complexo do Salgueiro. Entretanto, três helicópteros, quatro blindados do Comando de Operações Táticas (COT), lanchas e mais de 50 policiais – civis e federais – não conseguiram localizar o traficante em uma operação que teve como único resultado a morte do jovem João Pedro.

Investigação

Pouco tempo após a morte do jovem João Pedro, um exame de confronto balístico identificou ser 5,56 o calibre da arma que atingiu a vítima. O armamento foi utilizado por policiais civis durante a operação realizada em conjunto entre a Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core) e a Polícia Federal. 

O delegado Allan Duarte, responsável pela investigação na época, foi afastado da reprodução simulada, que ocorreria em agosto deste ano e acabou sendo adiada. Pouco tempo depois, ele saiu da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) e assumiu a delegacia do Mutuá (72ªDP), em São Gonçalo. 

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