Estudo revelou que o maior foco em São Gonçalo se concentrou em áreas próximas ao Complexo do Salgueiro. Foto: Arquivo
Estudo revelou que o maior foco em São Gonçalo se concentrou em áreas próximas ao Complexo do Salgueiro. Foto: Arquivo

O município de São Gonçalo registrou 1.701 casos de roubos de cargas em 2018, o que equivale, em média, a quatro casos por dia. O montante representa 18,5% das ocorrências em todo o Estado do Rio, ficando atrás apenas da Capital (43,8%). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2), a partir de um dossiê inédito do Instituto de Segurança Pública (ISP). De acordo com o estudo, o Complexo do Salgueiro é a terceira área com a maior incidência.

Segundo a pesquisa, em 2018 foram registrados 9.182 roubos – uma redução de 13,4% em relação ao ano anterior. A maior parte desses casos (54,4%) ocorreram durante o horário comercial, entre 8h e 13h, com pico entre 10h e 11h, e 80,2% foram entre terça e sexta-feira. Enquanto o Estado apresentou queda, São Gonçalo, Niterói e Maricá juntas, aumentaram o número de casos em 23,1% em relação a 2017.

De acordo com o dossiê, essa alta teve como protagonista o município de São Gonçalo. Embora a Capital esteja em primeiro lugar no ranking de ocorrências, as delegacias de Alcântara (74ª DP) e a do Mutuá (72ª DP) foram, respectivamente, a terceira e quarta unidade com mais registros do crime no Estado.

O estudo revelou que o maior foco em São Gonçalo se concentrou em áreas próximas ao Complexo do Salgueiro, na circunscrição da 72ª DP, e se alastra em direção às localidades do Porto do Rosa, perímetro da Delegacia de Neves (73ª DP). Outro ponto crítico identificado pelo estudo foi em comunidades próximas aos bairros da Lagoinha e Jardim Miriambi.

Casos por região em SG. Imagem: Reprodução/ISP

A predominância de casos no Complexo do Salgueiro, com 168 ocorrências, conforme os dados, tem impacto direto da BR-101, cuja área de recorte da rodovia chega a aproximadamente 1,4 km. Nesta região, os bairros com maior incidência são: Itaúna, Mutuaguaçu, Mutuapira, Cruzeiro do Sul, Nova Cidade, Antonina e São Miguel.

O fragmento do segundo foco de roubos na cidade é adjacente à outra rodovia, a RJ-104, que cruza a área em um trecho inferior
a 1 km. Esse recorte, que registrou 164 casos, abrange bairros como Laranjal, Vila Três, Barracão, Tiradentes, Alcântara, Jardim Miriambi e Lagoinha. Por último, identificada como a sexta área de maior concentração do Estado e a terceira do município, com 156 registros, está a região próxima ao Porto do Rosa.

Tipos de cargas

O dossiê também listou qual o tipo de cargas mais roubadas em todo o Estado. Em São Gonçalo, gêneros alimentícios bateu recorde nos três maiores focos: Complexo do Salgueiro (32,1%), Lagoinha e Jardim Miriambi (29,9%) e Porto do Rosa (35,9%).

O estudo também mostrou que nas áreas localizadas na cidade, as motocicletas foram muito mais utilizadas (60,7%) para abordagem dos caminhões e veículos de cargas.

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