segunda, 28 de setembro de 2020

‘Traficonet’ a moradores de Santa Luzia em São Gonçalo

Serviço de internet estaria limitado na região. Foto: Arquivo

Em tempos de pandemia e acuados pelas constantes operações da Polícia Militar, traficantes de drogas que atuam no bairro de Santa Luzia, em São Gonçalo, podem estar adotando uma nova modalidade de crime, o controle no oferecimento do serviço de internet. Isso porque denúncias revelam que nesta segunda-feira (14) todos os cabos de operadoras que atuavam na região foram retirados e o tráfico passou a decidir quem pode operar no bairro.

De acordo com a denúncia, a ação seria para obrigar moradores a assinarem com uma única empresa, autorizada pelos criminosos a operar no local. O mesmo aconteceu com todos os comércios espalhados pelo bairro. 

Um morador, que preferiu não se identificar, disse que foi pego de surpresa com a retirada dos cabos. 

“Quando acordei fui checar a internet e estava sem sinal. Por curiosidade fui ao portão e quando abri, vi vários fios jogados no chão e espalhados pela calçada. Entrei em contato com a minha operadora, que informou não poder mais operar por conta de ‘falhas técnicas’. Infelizmente não temos o direito de escolha, a não ser colocar a internet que eles querem”, destacou.

Com a suspensão das aulas nas escolas, alunos que fazem uso do serviço para estudar também foram prejudicados.

“Tenho dois filhos que estudam e estão sem participar das aulas online porque a nossa internet do celular não é suficiente. Dependemos exclusivamente da internet em casa. Não temos muito o que fazer”, disse um outro morador. 

A hipótese é de que a operadora atuante na área seria obrigada a pagar ao tráfico para ter a liberdade de oferecer o serviço na região. As empresas que negarem fazer o pagamento terão as instalações de cabo cortadas.

Baile

Além da restrição de internet moradores de Santa Luzia também convivem constantemente com a movimentação de homens armados vendendo drogas e realização de bailes funk aos finais de semana.

Segundo moradores, os bailes são patrocinados pelo tráfico com som alto além do consumo de drogas, que se estendem até ás 8h de domingo.

Caixas de som são colocadas nas esquinas das ruas Lopo Gonçalves com Martins Sarazate, de frente para uma igreja evangélica, que na maiorias das vezes segundos fiéis, fica impedida de promover o culto.

Imagens de um evento que teria acontecido no último final de semana circularam nas redes sociais. No vídeo, homens armados aproveitam o evento e ameaçam na música um traficante de uma facção rival.

Traficantes de Santa Luzia exibem armamento de grosso calibre durante baile funk. Imagens: Reprodução de vídeo
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