terça, 22 de setembro de 2020

Capitão Nelson na disputa pela Prefeitura de SG

Deputado estadual Capitão Nelson apoiou a criação do Segurança Presente na cidade. Foto: Plantão Enfoco/Arquivo

O deputado estadual Capitão Nelson (Avante), pretenso candidato à Prefeitura de São Gonçalo, avalia os pontos positivos e negativos de concorrer a Prefeitura em São Gonçalo.

Quando se candidatou para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ainda vereador de São Gonçalo, Capitão Nelson propôs uma defesa ativa dos interesses da cidade no restrito orçamento estadual.

Ele não alcançou o resultado nas urnas: pouco mais de 24 mil votos o tornaram suplente de Marcos Abrahão — parlamentar preso por corrupção pela operação Furna da Onça um mês após as eleições.

Desde março — quando a Justiça autorizou a Alerj a chamar os suplentes dos deputados presidiários — a equipe do Capitão Nelson ocupa o gabinete 102 do parlamento estadual. Apesar de ter um pé no Rio, o parlamentar bate ponto em seu gabinete no Pacheco, bairro onde mora e mantém sua base eleitoral.

O capitão não precisou pedir exoneração do cargo de vereador, cargo que ocupou durante 14 anos, porque os colegas da Câmara autorizaram sua licença com base no regimento interno. Em seu lugar está atuando o vereador Julinho da Renascer (Avante).

Aos 61 anos de idade, Nelson acumula 23 anos de atuação no Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), onde se tornou capitão, patente incorporada a sua marca política logo na sua primeira campanha, em 2004.

Ponto controverso na trajetória pelo legislativo, Capitão Nelson foi citado na CPI das Milícias como suspeito de chefiar uma milícia no Jardim Catarina. Segundo a assessoria do parlamentar, a denúncia foi averiguada e se provou falsa.

Ele permaneceu 12 anos no Partido Social Cristão (PSC) do governador Wilson Witzel, antes da ida para o Avante.

Mais perto do governo estadual, Capitão Nelson está vivendo o sonho de interferir nos rumos da Polícia Militar, sua principal plataforma política.

Qual é a principal diferença entre trabalhar na Câmara e na Assembleia?

Não muda nada. O homem público tem que reivindicar uma coisa em benefício do povo. Eu estava no 4º mandato como vereador, então as coisas eram bem mais fáceis. Na Alerj tive que descobrir os caminhos, contatar secretários para ver a possibilidade de viabilizar recursos. Hoje estamos muito mais a vontade com o governo do estado.

Com o Estado em crise fiscal, como fica a disputa por recursos para São Gonçalo?

Atravessamos várias gestões que esqueceram SG. A primeira coisa que o mandato fez foi fazer entender ao governador a importância do município. Fizemos eles entenderem que se em SG os índices criminais não caírem, a média de todo o estado aumenta.

Como foi a negociação para trazer o Segurança Presente para SG?

O Segurança Presente é um modelo que vem obtendo êxito em vários locais no Rio e em Niterói. Tivemos uma dificuldade por conta do regime de recuperação fiscal, porque não havia como a Secretaria de Governo bancar. O programa só viria para um bairro. Ficamos divididos, Alcântara ou Centro? Nosso município é muito grande e temos dois centros comerciais aqui. Conseguimos convencê-los a implantar os dois programas ao mesmo tempo. Aqui temos policiais militares inscritos no Regime Adicional de Serviço (RAS) e o estado paga diretamente a eles, mas a metodologia do programa é a mesma.

Mas em Niterói o programa recebe investimento da prefeitura. O senhor acredita que o programa vai durar em SG?

O programa a princípio fica até o final do governo. Quem está bancando é o governo do Estado.

Então o senhor está alinhando com o Witzel?

São Gonçalo tem que ser visto como o 2º colégio eleitoral do Estado que é. Vários governantes que passaram aqui na campanha e depois abandonaram a cidade. Esse é o governo que mais está olhando para o lado de cá.

A Guarda Civil de SG será armada. Como o senhor avalia essa mudança?

Realizei as audiências públicas pela Comissão de Segurança Pública da Câmara e orientei o prefeito na elaboração da lei. Depois de aprovada, tem todo um rito previsto na lei. Nesse processo, fui para a Alerj. Lá conseguimos com o comando da PM um estande de tiros e 20 pistolas. Está faltando o prefeito aqui adquirir as munições.

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