terça, 26 de janeiro de 2021

‘Devassaram a minha vida!’, declara Rodrigo Neves

Prefeito acredita ser vítima de uma conspiração. Foto: Vitor Soares

O prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT) confidenciou em entrevista que “devassaram a minha vida nos últimos anos”. A declaração foi feita horas após ele ter sido alvo de mandado de busca e apreensão, em ação da Polícia Federal.

Ele diz ter certeza de que com a ação da própria defesa conseguirá identificar a origem do que chama de “conspiração”, às vésperas da entrega de mandato de oito anos, considerado por ele como sendo bem sucedido, já que deixa mais de R$ 740 milhões em caixa para investimentos da nova gestão.

Neves cita ainda que a Caixa Econômica Federal e o Tribunal de Contas – órgãos de controle e fiscalização referentes ao projeto citado em denúncia – já fizeram relatórios conclusivos há mais de um ano, não havendo, segundo ele, qualquer tipo de sentido na ação de hoje.

“É muito estranho que um processo referente há sete anos venha à tona agora, sem fundamento. Vamos responsabilizar os criminosos culpados por essa conspiração”

O gestor de Niterói disse acreditar nas instituições, citando o Ministério Público, Polícia Federal, e em especial o Poder Judiciário. Afirma estar à disposição dos órgãos apuradores para esclarecimentos. Também disse nunca ter sido convidado para falar sobre qualquer assunto, inclusive o citado em denúncia recente.

“Acredito na boa fé dos servidores públicos. Hoje temos mais de R$ 740 milhões no Fundo mesmo tendo construído número recorde de escolas, unidades de saúde, no momento onde a maior parte das cidades andou para trás. Isso se deve ao trabalho sério meu e de toda equipe de Niterói”, diz.

Operação Transoceânica

Polícia Federal esteve no apartamento do prefeito, em Santa Rosa. Foto: Pedro Conforte

Durante a manhã, a Operação Transoceânica esteve na casa de Neves, em Santa Rosa; na prefeitura, no Centro; e em um outros endereços não especificados. A PF afirma ter encontrado irregularidades em contratos nas obras de engenharia na Transoceânica – Charitas e Engenho do Mato, além de contratos de publicidade feitos pelo governo municipal. O celular pessoal de Rodrigo Neves também foi apreendido.

“Precisamos estar atentos para que os órgãos de Estado, especialmente a polícia, não estejam a serviço de interesses políticos de proteger amigos e perseguir eventuais adversários”

Questionado, Rodrigo não quis citar quais seriam seus possíveis adversários. Preferiu dizer que Niterói tem administração reconhecida no Rio de Janeiro e a nível nacional, ao que chamou de gestão fiscal responsável, transparente e com investimento na qualidade de vida das pessoas.

“Por isso termino o governo com 85% de aprovação e nosso sucessor eleito com 62,5% ”, enfatiza.

Na denúncia, o Ministério Público Federal relata que Rodrigo Neves teria se aliado a empresários e outros agentes públicos e se aproveitado do cargo para cometer crimes de corrupção e fraudes em processos licitatórios ao longo dos mandatos sucessivos entre 2013 a 2020.

Rodrigo Neves também revelou que aliados o alertaram recentemente que ele estaria sendo foco de ações, já que Niterói está em evidência devido às ações de combate ao coronavirus, sobretudo com a assinatura de memorando junto ao Instituto Butantan para fornecimento de vacinas na última semana.

Em sua defesa, Neves declara que enquanto sociólogo formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem confiança nas instituições e entende o sistema de contrapeso.

“De fato as instituições altivas jamais se deixarão capturar por interesses políticos e ideológicos. O MP precisa da sua independência cada vez maior para agir no combate a corrupção, malfeitos e enriquecimento ilícito de agentes públicos, a corrupção sistêmica. É necessário a ação dos órgãos de investigação de polícia, a ação do Poder Judiciário e como disse sei o que eu fiz na vida pública e privada”, diz.

Neves conclui dizendo estar “indignado” já que, segundo ele, não há elemento no pedido da medida cautelar que fale sobre qualquer tipo de ação que não fosse dentro da legalidade.

“Estou sendo vítima de uma conspiração para destruir a reputação e minha imagem que é amplamente aprovada pela administração”, conclui.

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