terça, 24 de novembro de 2020

ELEIÇÕES: candidatos e regras que você precisa conhecer

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Regras também valem para eleitores. Foto: Pedro Conforte

O ano de 2020, marcado pela pandemia do novo coronavírus e crises em todos os âmbitos da política carioca, acontece em paralelo às sucessões das administrações municipais no pleito que foi adiado para os dias 15 e 29 de novembro – respectivamente, 1º e 2º turnos de votação –, pela Emenda Constitucional nº 107/2020, promulgada pelo Congresso Nacional no dia 2 de julho. A partir deste domingo (27), candidatos a prefeito e vereador estão autorizados a fazer propaganda eleitoral, inclusive na internet, conforme autorização do Tribunal Superior Eleitoral.

A propaganda eleitoral é aquela que promove o candidato e a sua plataforma eleitoral no âmbito público. Por meio dela, os concorrentes do pleito podem pedir votos aos eleitores.

Apesar do adiamento das eleições, a propaganda eleitoral continuará seguindo as normas estabelecidas na Resolução TSE nº 23.610/2019, que regulamenta a matéria. Esse é um tema sensível do Direito Eleitoral, uma vez que a violação das regras da propaganda figura como uma das principais causas de judicialização dos pleitos e causa de cassação de diplomas e mandatos.

O Plantão Enfoco detalha os principais tópicos das regras para que você compreenda como funciona a propaganda eleitoral nas Eleições Municipais de 2020, com base nas informações do TSE.

Regras gerais

A propaganda eleitoral não pode se valer de abuso do poder econômico ou político, ou ainda utilizar indevidamente os meios de comunicação. Ela ainda deverá trazer de forma clara, nas candidaturas aos cargos majoritários – como é o caso dos prefeitos –, os nomes do titular da chapa e de seu vice. Também precisa informar os partidos políticos que endossam a candidatura e, se for o caso, que compõem a coligação.

A propaganda não pode trazer nenhuma manifestação preconceituosa em relação à raça, sexo, cor ou idade, por exemplo, nem fazer apologia à guerra ou a quaisquer meios violentos para subverter a ordem política, social ou o regime democrático. Também não deverá provocar animosidade nas Forças Armadas ou contra elas, incitar atentados contra alguma pessoa ou a desobediência civil ou, ainda, desrespeitar os símbolos nacionais, como a bandeira.

Em razão dos cuidados para evitar que eventos públicos da campanha eleitoral coloquem em risco a saúde pública por causa da propagação do novo coronavírus, a Justiça Eleitoral tem aconselhado aos candidatos que se empenhem para evitar a aglomerações de pessoas e para que os eventos ocorram em lugares abertos e amplos.

Com esses cuidados, os comícios poderão ocorrer livremente, desde que comunicados com antecedência às autoridades, a fim de que sejam tomadas as providências para garantir a ordem e a segurança. Eles deverão ocorrer das 8h à 0h, e a apresentação de artistas (os showmícios) não é permitida, exceto se o candidato for o artista a se apresentar.

Já o uso de alto-falantes é restrito ao período das 8h às 22h, até a véspera da eleição, sendo proibidos a menos de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário, quartéis militares, hospitais, escolas, igrejas ou bibliotecas.

São proibidas a confecção e a distribuição de camisetas ou quaisquer outros brindes com as marcas ou dizeres da campanha. Da mesma forma, a distribuição de cestas básicas, material de construção ou qualquer outro benefício ao eleitor não são permitidos, sob pena de o candidato responder por compra de votos.

Também são vedadas quaisquer formas de propaganda eleitoral em vias, locais ou edifícios públicos, ou em locais abertos ao público, ainda que de propriedade privada, como cinemas, lojas, clubes, templos, centros comerciais, ginásios e estádios.

Não é permitida a publicidade dos candidatos em outdoors ou em muros, ainda que em pichações. Apenas as sedes dos partidos políticos ou os comitês de campanha poderão pintar as suas fachadas com as cores ou os dizeres da campanha.

Poderão ser usadas bandeiras e adesivos plásticos dentro do limite de 0,5 m² de área. Os carros poderão ostentar adesivos perfurados no vidro traseiro ou em outros lugares, desde que, nesse caso, também seja respeitado o mesmo limite. É permitida a distribuição de panfletos, mas o despejo do material nas ruas, especialmente no dia da votação, é proibido.

Fake News

A questão da disseminação de conteúdo falso, descontextualizado ou calunioso como expressão de propaganda eleitoral mereceu atenção especial da Resolução TSE nº 23.610/2019. A norma estendeu ao candidato a responsabilidade por todo o conteúdo que porventura seja veiculado a seu favor, até mesmo por terceiros, por presumir que ele, seu partido ou sua coligação tenham tomado conhecimento do seu teor e concordado com a sua divulgação.

Assim, a disseminação de conteúdos com o intuito promover uma candidatura, que sejam falsos ou descontextualizados, ou que atribuam a um adversário ou pessoa ligada a ele alguma conduta criminosa que não seja verdadeira, são considerados ilícitos eleitorais, que poderão ser levados à Justiça Eleitoral, sem prejuízo de eventual punição também na esfera penal.

De modo geral e por princípio, a propaganda eleitoral não pode ser utilizada para manipular a disposição psicológica da população, criando na opinião pública, artificialmente, estados mentais, emocionais ou passionais. Todo o material veiculado deve se ater a propostas e ideias defendidas pelos candidatos, sendo vedada qualquer tentativa de manipulação dos eleitores.

Internet

Os candidatos podem fazer propaganda eleitoral na internet em sites e páginas nas redes sociais que sejam próprios do partido político ou da coligação, ou por meio do envio de e-mails ou mensagens instantâneas. Mas há regras a serem observadas para que não se cometam abusos.

Uma delas, por exemplo, estabelece que apenas candidatos, partidos ou coligações podem impulsionar publicações em redes sociais, ou seja: pagar para que a sua disseminação naquela rede seja mais ampla. Outra determina que os anúncios pagos na internet, o uso de telemarketing e o envio em massa de mensagens instantâneas (como no aplicativo WhatsApp) são proibidos.

Os eleitores que desejarem receber informações da campanha em seus endereços de e-mail ou aplicativos de mensagens instantâneas deverão, voluntariamente, cadastrar seus números de telefone ou endereços eletrônicos. Já as mensagens enviadas sempre deverão conter mecanismos para que o eleitor possa se descadastrar a qualquer momento e, assim, parar de receber mais conteúdo.

Os demais eleitores, por sua vez, podem compartilhar em suas redes o seu posicionamento político e o seu apoio ao candidato de preferência, mas não podem pagar pela divulgação dessa publicação. Isso não abrange, no entanto, páginas de empresas ou instituições, que são proibidas de divulgar conteúdo de propaganda eleitoral. 

Jornais e revistas, rádio e televisão

A propaganda em veículos de mídia impressa é permitida até a antevéspera das eleições. Cada veículo poderá publicar até dez anúncios para cada candidato, dentro do espaço máximo de um oitavo de página de jornal padrão e um quarto de página de revista ou tabloide. Cada anúncio deverá exibir o valor pago pela publicação.

Os jornais e revistas, diferentemente dos veículos de comunicação por concessão pública – como emissoras de rádio e televisão –, são livres para manifestar o seu apoio a um candidato. Mas isso não os exime da responsabilidade por abusos que porventura vierem a cometer, que poderão ser levados tanto à Justiça Eleitoral quanto à Justiça comum.

Desde o dia 17 de setembro, as emissoras de rádio e TV não podem mais divulgar pesquisas ou consultas populares em que seja possível identificar o entrevistado. Também não é permitida propaganda política ou tratamento diferenciado a algum candidato, ainda que por meio da transmissão de programação artística ou de entretenimento que faça menção velada ao seu nome ou programa. A divulgação de propaganda eleitoral paga no rádio e na televisão é proibida.

Os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto poderão ser convidados para entrevistas. E, desde o dia 11 de agosto, os candidatos que são apresentadores de programas de rádio ou televisão não podem mais apresentá-los.

Debates

As regras para a realização dos debates são definidas em acordo entre os partidos políticos e as emissoras de rádio e televisão, que então são comunicadas à Justiça Eleitoral.

Devem ser convidados a participar dos debates os candidatos de partidos que tenham representação no Congresso Nacional de, no mínimo, cinco parlamentares. Já a participação dos candidatos de partidos sem essa representação é facultada à emissora que organizará o debate.

A transmissão dos debates na TV deverá dispor dos meios inclusivos para a compreensão de deficientes auditivos e visuais, como tradução em Libras, audiodescrição e legenda oculta.

Propaganda gratuita no rádio e TV

Canais de rádio e televisão passarão a transmitir a propaganda eleitoral gratuita a partir do dia 9 de outubro até o dia 12 de novembro, de segunda-feira a sábado, em dois horários. No rádio, a propaganda irá ao ar das 7h às 7h10 e depois das 12h às 12h10; já na televisão, a transmissão ocorrerá das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40.

As emissoras também deverão reservar em sua programação diária 70 minutos, no primeiro turno, e 25 minutos, no segundo, para a veiculação de inserções de 30 e 60 segundos de propaganda eleitoral. Esse conteúdo deverá ir ao ar das 5h às 0h, na proporção de 60% para candidatos a prefeito e 40% para candidatos a vereador, para os quais a distribuição do tempo de propaganda é feita a critério do respectivo partido.

Apenas 10% do tempo disponível para a propaganda gratuita no rádio e na televisão serão distribuídos igualitariamente entre os partidos políticos. Os 90% restantes serão distribuídos proporcionalmente, conforme a representação das legendas na Câmara dos Deputados.

Os programas de propaganda eleitoral na TV deverão ter transmissão inclusiva, com audiodescrição, legenda oculta e janela de Libras. Os filmes deverão exibir os candidatos, podendo também mostrar texto, fotos, jingles ou clipes de música ou vinhetas, de maneira a informar o nome do candidato, seu partido e coligação, se for o caso, e o seu número.

A aparição de apoiadores é permitida, desde que sempre em companhia do candidato e limitada a 25% da duração do programa. São proibidas montagens, trucagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais.

Veja quem são os candidatos à Prefeitura do Rio

Benedita da Silva – PT

“Temos que promover direito à cidade para todos”

Benedita da Silva

A deputada federal Benedita da Silva (PT) tem 78 anos, é casada e construiu sua vida pública envolvida nas lutas em favor das comunidades empobrecidas do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Moradora do morro Chapéu Mangueira durante 57 anos, iniciou sua trajetória na Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro.

Foi voluntária e alfabetizava adultos e jovens na favela do Chapéu Mangueira pelo método Paulo Freire. Ela é formada nos cursos de Serviço Social e de Estudos Sociais.

Em 1979, filiou-se com entusiasmo na criação do Partido dos Trabalhadores, quando viu a oportunidade das mulheres, negras e pobres lutarem de forma organizada por direitos.

Três anos depois, já articulada com os movimentos de mulher, negro e comunitário, foi eleita a primeira vereadora do PT e também a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores da cidade do Rio de Janeiro.

A eleição para deputada federal em 1986 foi o reconhecimento do trabalho em defesa da mulher, da igualdade racial, da trabalhadora doméstica, das minorias, dos direitos humanos e das comunidades faveladas.

No decorrer da trajetória política, Benedita assumiu mandatos e cargos na condição de vereadora, deputada federal, senadora, vice-governadora, governadora, ministra de Desenvolvimento Social do primeiro Governo de Lula, e secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

Em 2002, quando governou o estado do Rio de Janeiro, numa decisão inédita, nomeou 20% de negros para o primeiro escalão. Implantou a lei cotas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Ao ser eleita novamente deputada federal, em 2010, foi escolhida para ser a relatora da Proposta de Emenda Constitucional que ampliou os direitos trabalhistas das trabalhadoras domésticas, uma categoria com cerca de 7 milhões de pessoas. De lá para cá já completou mais um mandato e ainda exerce um outro (2019-2023).

A convenção do PT carioca definiu o nome de Benedita como candidata à prefeita do Rio nas eleições municipais deste ano no dia 16 de setembro. A vice de chapa é a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB).

Bandeira de Mello – Rede Sustentabilidade

“O Rio precisa atrair investimentos. Temos vocação para inovação, startups e economia criativa”

Bandeira de Mello

O administrador Eduardo Carvalho Bandeira de Mello (Rede Sustentabilidade) tem 67 anos, é casado, pai de três filhos e avô de dois netos. Criado na Tijuca, começou sua carreira profissional na área de sistemas e métodos, enquanto cursava Administração na UFRJ, onde se formou.

Ingressou no BNDES em 1977, através de concurso público, e se aposentou na empresa em 2013. Durante mais de três décadas, trabalhou em diversas áreas. Nos últimos anos de BNDES, trabalhou na área de infraestrutura, com projetos inovadores de logística e transportes.

Torcedor apaixonado do Flamengo, foi eleito presidente e dirigiu o clube por dois triênios – de 2013 a 2018. A gestão de Bandeira de Mello no Flamengo foi muito elogiada, e considerada um exemplo para o esporte brasileiro. 

Ganhou vários prêmios de gestão e transparência, sendo destaque no jornal Americano The New York Times. Reduziu a dívida do clube, que passava de R$ 750 milhões em 2012, para R$ 360 milhões em 2017.

Filiado à Rede desde 2018, Bandeira de Mello tentou se eleger deputado federal naquele mesmo ano. Conquistou 38.500 votos, número insuficiente para obter uma cadeira na Câmara dos Deputados. Para as eleições municipais deste ano, Bandeira de Mello vai ter em sua chapa como vice-prefeita a jornalista Andrea Gouvêa Vieira, também da Rede Sustentabilidade.

Marcelo Crivella – Republicanos

“O Rio de Janeiro sempre sofreu com os desmandos e a irresponsabilidade fiscal de quem o geriu. Estamos nos esforçando e lutando para colocarmos a “casa em ordem”

Marcelo Crivella

O atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), tem 62 anos, é casado, pai de três filhos, avô de dois netos e formado no curso de Engenharia Civil.

Nas Eleições 2002, quando ingressou carreira política, foi eleito senador da República pelo Rio de Janeiro e em 2010 foi reconduzido ao cargo. Cinco anos antes, fundou o Partido Republicano Brasileiro (PRB), com o então vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva. Também foi ministro da Pesca e Aquicultura (2012-2014).

Se candidatou ao governo do Rio nos anos de 2006 e 2014, mas não conseguiu ser eleitos em ambas as tentativas. Para o cargo de prefeito, tentou concorrer por quatro vezes, até ser eleito em 2016.

Crivella tem vasta experiência na música gospel. Enquanto cantor e compositor teve mais de 10 discos lançados, vendendo milhões de cópias. Ele também publicou diversos livros.

Envolto em polêmicas, nesta semana o republicano recebeu a notícia de que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio o tornou inelegível por oito anos, por abuso de poder político. Como ainda cabe recurso da decisão, o candidato ainda pode disputar a vaga pela reeleição.

A sessão realizada na última quinta-feira (24) foi uma continuação do julgamento iniciado na segunda (21), que foi interrompido por pedido de vista do desembargador Vitor Marcelo Rodrigues.

Com o voto favorável ao do relator, dado logo no início da sessão, o resultado ficou em 7 x 0 contra o prefeito do Rio, condenado pela realização de um evento político ocorrido em 2018, quando funcionários públicos foram levados em carros oficiais.

Em menos de um mês, Crivella foi alvo de duas denúncias de infração político-administrativa (impeachment) na Câmara Municipal do Rio. A primeira foi uma iniciativa da deputada Renata Souza (PSOL).

O prefeito foi acusado de quebra do decoro parlamentar pois teria ordenado que funcionários públicos fizessem plantão na porta de hospitais e clínicas para impedir que usuários denunciassem descasos no atendimento e concedessem entrevistas. A Casa Legislativa rejeitou a abertura do processo por 25 a 23 votos, no dia 3 de setembro.

Em mais uma sessão semipresencial, deste vez realizada no último dia 17, o plenário rejeitou por 24 a 20 votos a denúncia de infração político-administrativa contra Crivella, dessa vez investigado pelo Ministério Público estadual no âmbito da operação Hades, que apura esquema de corrupção e organização criminosa na Prefeitura. Esse novo pedido de abertura de impeachment havia sido protocolado pela presidente do Diretório Municipal do PSOL, Isabel Lessa.

Vereadores da base de Crivella argumentaram que o pedido de impeachment a poucos dias das eleições é uma forma de antecipar o pleito, em prejuízo da soberania popular.

Crivella teve o nome homologado para prefeito do Rio em convenção da sigla no dia 5 de setembro. A tenente coronel Andréa Firmo, do mesmo partido, foi definida como vice de chapa.

Clarissa Garotinho – PROS

“Precisamos constuir uma nova história para o Rio. Ninguém tem soluções mágicas, mas me apresento como alternativa […]”

Clarissa Garotinho

A jornalista Clarissa Garotinho tem 38 anos, é casada, tem um filho e um enteado. Natural de Campos dos Goytacazes, está em seu segundo mandato na Câmara de Deputados, eleita pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Este ano, Clarissa é pré-candidata à Prefeitura do Rio de Janeiro. O vice de chapa é o ator e cineasta Jorge Coutinho, do mesmo partido.

Ela é filha dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, presos por duas vezes no ano passado acusados de fraudes em contratos celebrados entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, e a construtora Odebrecht para a construção de casas populares, durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita da  cidade, entre 2009 e 2016. Eles já estão soltos por decisão da Justiça.

Formada em Jornalismo pela Faculdade Hélio Alonso (RJ), Clarissa atuou em emissoras de rádio e iniciou cedo a carreira política. Dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE) aos 20 anos, vereadora mais jovem da capital aos 26, deputada estadual mais votada aos 28; deputada federal mais votada no Brasil aos 31 anos e reeleita aos 35.

Dos dez deputados do seu partido, ela foi uma das três que votou contra a Reforma da Previdência, em 2019.

Cyro Garcia – PSTU

“Quero governar o Rio para os trabalhadores e trabalhadoras, e não para os ricos e poderosos”

Cyro Garcia

O advogado, bancário aposentado e professor universitário Cyro Garcia tem 66 anos, casado e pai de um filho. Nascido em Minas Gerais, ele é criado desde os 6 anos no Rio de Janeiro. Atua no Movimento Nacional de Oposição Bancária e segue como militante da CSP Conlutas e do PSTU. Também fez mestrado e doutorado em História, na Universidade Federal Fluminense, a UFF.

Esta é a quinta vez que Cyro assume a tarefa de defender o programa do partido como candidato majoritário nas eleições municipais, tendo concorrido a prefeito anteriormente em 1996, 2000, 2012 e 2016. Ele milita no movimento sindical e socialista desde a década de 1970 .

Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da CUT, foi dirigente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, tendo sido presidente da entidade entre 1988 e 1991. Foi militante da Liga Operária, organização clandestina que participou da construção do PT e se converteu no interior deste partido na corrente Convergência Socialista.

Quando da expulsão da Convergência Socialista do PT, Cyro acompanhou a corrente na organização do PSTU, partido do qual é o presidente do diretório estadual. Exerceu o mandato de deputado federal por 10 meses em 1993, como suplente de Jamil Haddad.

A convenção do PSTU definiu o nome de Cyro como candidato a prefeito do Rio em 5 de setembro, tendo a professora Elisa Guimarães, do mesmo partido, como vice na chapa.

Delegada Martha Rocha – PDT

“Os cariocas precisam ter, de uma vez por todas, voz nas decisões da nossa cidade. O Rio precisa funcionar em todas as áreas e para todas e todos”

Delegada Martha Rocha

A delegada Martha Rocha (PDT) tem 61 anos e é solteira. Estudou e se formou na escola pública. Começou a vida profissional como professora há mais de quatro décadas. Entrou para a Polícia Civil em 1983, depois de passar no concurso para escrivã de polícia. Formada em Direito pela UFRJ, fez novo concurso e passou para delegada de polícia em 1990.

Foi vice-presidente da Comissão de Segurança da Rio 92. Em 1993, tornou-se a primeira mulher a chefiar o Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE). Em 1999, assumiu o posto de Sub-Chefe da Polícia Civil. Dez anos depois, tornou-se diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (DPAM). Em fevereiro de 2011, chegou ao maior cargo da carreira, Chefe da Polícia Civil.

A vida política começou em 2002 quando concorreu pela primeira vez ao cargo de deputada estadual, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em 2004, candidatou-se ao cargo de vice-prefeita na chapa do ex-deputado federal Jorge Bittar (PT), ficando em 5° lugar da corrida vencida por César Maia em primeiro turno. Em 2006, ainda no PSB, voltou a concorrer ao cargo de deputada estadual, não obtendo votos suficientes.

Em 2014, já no PSD, foi eleita deputada estadual para a Legislatura 2015-2019, e assumiu a presidência da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da ALERJ. Foi reeleita em 2018, pelo PDT, sigla ao qual é filiada atualmente. É presidente das comissões de Saúde da Alerj e da Comissão de fiscalização dos gastos do Estado do Rio de Janeiro no combate à Covid-19.

A convenção do Partido Democrático Trabalhista definiu o nome da delegada Martha como candidata à prefeita do Rio em 12 de setembro. O vice de chapa é o produtor de espetáculos públicos Anderson Quack, do PSB.

Eduardo Paes – DEM

“É com cada um de vocês que vamos fazer o Rio voltar a dar certo”

Eduardo Paes

Carioca de 50 anos, casado e pai de dois filhos, Eduardo Paes (DEM) é advogado e começou a vida política aos 23 anos, quando assumiu a Subprefeitura de Jacarepaguá e da Barra. Foi eleito vereador, aos 27 anos, com a maior votação do Brasil em 1996. Depois foi eleito deputado federal duas vezes. Na primeira, em 1998, foi o mais votado do Rio.

Em 2000, assumiu a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Em seu segundo mandato como deputado federal em 2002, estendeu os benefícios do Pró-Uni aos alunos da rede privada e criou o Supersimples.

Em 2007, assumiu a Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer e ajudou na organização dos Jogos PanAmericanos realizados no Rio.

Em outubro de 2008, Paes foi eleito prefeito do Rio de Janeiro, e reeleito para um segundo mandato em outubro de 2012. Após oito anos de mandato deixou a prefeitura em dezembro de 2016.

Ao deixar a prefeitura, trabalhou por um ano como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento em Washington. De abril de 2017 a julho de 2018, atuou ainda na iniciativa privada, como vice-presidente para a América Latina da empresa BYD Motors, uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo.

Ainda em 2018, decidiu disputar a cadeira de governador do Estado do Rio, mas perdeu a disputa para Wilson Witzel (PSC).

No último dia 8 de setembro, Paes foi alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de ter recebido caixa 2 na campanha eleitoral à reeleição em 2012. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, o ex-prefeito teria recebido R$ 10.800 milhões da Odebrecht, como financiamento de campanha não declarado.

Eduardo Paes se mostrou indignado com as ações e argumentou que o cenário era uma “tentativa clara de interferência do processo eleitoral”.

Segundo a investigação, a quantia teria sido paga em espécie, por executivos da empreiteira aos sócios da agência de publicidade responsável pela campanha. O deputado federal Pedro Paulo, que a época era secretário da casa civil da prefeitura também foi denunciado, apontado como o organizador do esquema.

A ação que veio a público é oriunda do desmembramento de um inquérito, instaurado em abril de 2017, no Supremo Tribunal Federal, para apurar crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, supostamente praticados por Paes e Pedro Paulo nas campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014.

A convenção do Democratas (DEM) oficializou o nome de Eduardo Paes como candidato a prefeito do Rio no dia 2 de setembro. A vaga de candidato a vice é do administrador Nilton Caldeira, do Partido Liberal (PL).

Fred Luz – NOVO

“Temos que tirar o Rio deste ciclo vicioso, em que a pessoa se elege e já começa a pensar em outra candidatura daqui a dois anos”

Fred Luz

Fred Luz (NOVO) tem 67 anos, é casado, pai de três filhos, avô de quatro netas e carioca com mais de 30 anos de experiência em gestão. Estudante de escola pública, se formou em Engenharia e passou no concurso da Petrobras, onde ficou por cinco anos.

Foi convidado para trabalhar em grandes empresas por longos anos até chegar ao Novo, que considera como “um partido diferente”. Essa é a primeira vez que Fred vai concorrer a um cargo eletivo. A candidata a vice-prefeita é a bióloga Giselle Gomes, também carioca, servidora pública do INPI, mestre e doutora em Biofísica.

Em 2013, Fred integrou a nova gestão do Flamengo, onde trabalhou em equipe para equilibrar as contas e gerar recursos que possibilitaram, nos anos seguintes, que o time pudesse alcançar o sucesso.

Glória Heloiza – PSC

“Ser prefeita é resgatar a dignidade e o respeito retirados da população e da cidade do Rio de Janeiro […]”

Glória Heloiza

A advogada Glória Heloiza, de 52 anos, é carioca, divorciada e teve que se afastar formalmente da magistratura em março para disputar às eleições 2020. Filiada ao Partido Social Cristão (PSC), essa é a primeira vez que ela tenta concorrer a um cargo eletivo. O vice de chapa é o economista Mauro Santos, filiado a mesma legenda.

Glória era juíza titular da 2ª Vara da Infância, do Adolescente e do Idoso no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Bacharel em Direito pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, e Mestre em Ciências Jurídicas e Empresariais pela Universidad Nebrija, em Madri, Espanha, a juíza mora na Barra da Tijuca.

Henrique Simonard – PCO

“Para combater essa política de frente ampla, devemos fortalecer o partido e impulsionar a campanha pelo fora Bolsonaro”

Henrique Simonard

O estudante universitário carioca Henrique Simonard, de 22 anos, é o candidato do Partido da Causa Operária (PCO) às eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro. A escolha da sigla para vice na chapa é o estudante Caetano Sigiliano, também do PCO.

Coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária, Simonard é solteiro e tentou disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio, como deputado estadual em 2018, pela mesma sigla. Ele não conseguiu ser eleito.

Aquele mesmo ano marcou a entrada do jovem político no partido que é considerado como revolucionário e socialista, baseado na luta, organização e no desenvolvimento da consciência de classe dos trabalhadores brasileiros e em escala internacional.

Ele diz que sempre foi um profundo interessado em estudar o marxismo, e as vertentes socialistas, conhecendo o partido em 2016 durante a época do golpe, sob a recomendação do seu irmão, que já era militante do partido.

Simonard conta que o ponto decisivo para entrar na legenda foi durante o julgamento contra o Lula em Porto Alegre, onde o PCO foi o único a levar caravanas de várias regiões do País, incluindo o nordeste, enquanto outros setores da esquerda boicotavam a atividade.

Luiz Lima – PSL

“Temos muito trabalho pela frente e a nossa pré-campanha é apenas o início da mudança efetiva que queremos para a cidade do Rio de Janeiro”

Luiz Lima

O deputado federal Luiz Lima (PSL) tem 43 anos, é carioca e ex-atleta olímpico da natação e graduado em Educação Física. É conhecido nacionalmente como grande atleta fundista do país.

Iniciou a vida política em 2016 quando, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, aceitou o convite para ser Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento. Ele foi o primeiro professor de educação física a assumir o cargo.

Trabalhou em Brasília gerindo dinheiro público e foi responsável por otimizar os gastos, aumentando a transparência e a governabilidade da pasta. Ele ficou um ano no cargo.

Em 2018 foi eleito deputado federal pelo Partido Social Liberal com 115.119 de votos, sendo o oitavo mais votado no estado do Rio. Ele recebeu votos nos 92 municípios do Rio de Janeiro.

O PSL oficializou o nome do deputado federal Luiz Lima como candidato à Prefeitura do Rio no último dia 12 de setembro. A chapa mista tem como vice-prefeito o delegado Fernando Veloso, do Partido Social Democrático (PSD).

Paulo Messina – MDB

“O Rio precisa voltar a ser atraente para quem produz”

Paulo Messina

Carioca, matemático e professor, Paulo Messina (MDB) tem 44 anos, é casado, pai de dois filhos. Criado em Botafogo, atualmente ele mora na Barra da Tijuca. Foi eleito vereador do Rio pela primeira vez em 2008. Hoje exerce seu terceiro mandato consecutivo.

A convenção do Movimento Democrático Brasileiro ocorreu no dia 14 de setembro e definiu a psicóloga Sheila Barbosa, também do Movimento Democrático Brasileiro, como vice de chapa.

Em 12 anos de atuação no Legislativo, Messina aprovou mais de 50 leis na Câmara Municipal, a maioria nas áreas de Educação e Cultura. Já foi líder de governo e Secretário-Chefe da Casa Civil, quando promoveu uma ampla reestruturação do quadro técnico da Prefeitura.

Em abril de 2019, Messina retorna à Câmara Municipal, e passa a alertar o Poder Executivo sobre a velocidade do aumento dos gastos. Em junho de 2019, ao perceber que nada seria feito para se evitar o pior, ele anuncia o rompimento definitivo com o governo Marcelo Crivella.

Renata Souza – PSOL

“Nossa prioridade como proposta de governo é dar ao carioca serviços dignos para uma vida menos desigual”

Renata Souza

A jornalista e doutora em comunicação Renata Souza (PSOL) tem 37 anos, é casada, carioca, feminista e tem mais de 12 anos de militância na defesa dos direitos humanos. Foi criada no Complexo de Favelas da Maré, no Rio, desde a infância.

Em 2006, uma criança de sua família foi morta por um tiro de fuzil. Renan, tinha apenas 3 anos. Esse evento foi crucial para que a pauta da segurança pública se tornasse sua prioridade na trajetória política.

Estudou no pré-vestibular comunitário da Maré, onde conheceu a amiga e companheira de lutas Marielle Franco. Aprovada, torna-se a primeira de sua família a ingressar no nível superior. Com bolsa integral, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), começa a agregar conhecimento teórico à realidade que sempre viveu na prática.

Renata trabalhou por dez anos na consolidação do mandato do deputado Marcelo Freixo. Em 2016 coordenou a campanha da Marielle Franco para vereadora e com a vitória passou a acompanhá-la como chefe de gabinete.

Hoje Deputada Estadual, é atua na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde preside a Comissão de Direitos Humanos, cargo já ocupado por Marcelo Freixo.

Recentemente, foi responsável por abrir denúncia de infração político-administrativa (impeachment) na Câmara Municipal do Rio contra o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). A Casa Legislativa rejeitou a abertura do processo por 25 a 23 votos, no dia 3 de setembro.

Suêd Haidar – PMB

“Vamos arrumar essa bagunça que fizeram, vamos organizar, meter a mão na massa e a partir de agora vai ser tora […]”

Suêd Haidar tem 61 anos, é casada, mãe de três filhos e avó de dois netos. Nascida em São Luiz Gonzaga no Maranhão, teve uma formação política até 1980 quando participou ativamente do processo para a redemocratização.

Haidar foi aliada de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Luís Carlos Prestes e Mauricio Azêdo, iniciando carreira política escrevendo um legado histórico e estruturante para ações de políticas públicas e sociais nos governos Leonel Brizola, Saturnino Braga e Marcelo Alencar.

Fundadora e presidenta nacional do Partido da Mulher Brasileira (PMB), foi a primeira mulher negra a criar e dirigir um partido político nacional no Brasil, o sexto da mulher no mundo.

A candidatura da Suêd propõe a consciência e participação popular. A vice de chapa escolhida pela sigla é a advogada Jéssica Natalino, da mesma legenda.

Candidatos em Maricá

Cesar Augusto – PMN

“Em Maricá também precisamos romper a trajetória de fracassos com uma gestão que trabalhe incansavelmente para deixar um legado”

Cesar Augusto

O administrador Cesar Augusto (PMN) tem 60 anos, nasceu em São José do Imbassaí, em Maricá, onde mora até hoje. Aos 17 prestou concurso para Marinha do Brasil, onde frequentou a Escola Técnica do Arsenal de Marinha.

Reservista Naval, passou mais de duas décadas no Maior Órgão Militar da Marinha do Brasil. Nunca exerceu cargo público ou mandato eletivo em Maricá.

Foi o 1º Presidente do Conselho Municipal da Maricá (2010-2012. Administrador, com especialização em Planejamento Estratégico, analista político e coordenador da Direita Maricá-RJ, enfrentará pela primeira vez uma disputa para o Executivo Municipal.

O vice de chapa é o comerciante Jean Carlo, também filiado ao Partido da Mobilização Nacional (PMN).

Chiquinho – PSDB

“Quero trazer indústria e empresas para a cidade, duas faculdades municipais […]”

Chiquinho

O vereador Valdevino Costa da Cilva, conhecido como Chiquinho, é a escolha do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para disputar a Prefeitura de Maricá nas eleições 2020. Com 49 anos, ele é pai solteiro e morador do bairro Flamengo.

Chiquinho foi o parlamentar mais votado da cidade no último pleito, em 2016, quando teve 2.132 mil votos ainda pelo Partido Progressista (PP). Ainda no primeiro mandato, em 2012, quando era filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), foi eleito como quarto vereador mais votado do município. No decorrer da trajetória política, Chiquinho também assumiu a presidência da Câmara de Maricá.

Filiou-se ao PSDB em março último, após aprovação do presidente estadual da legenda, o empresário Paulo Marinho. Desde novembro do ano passado, o presidente do PSDB municipal, André Ricardo, já havia anunciado o interesse em levar o vereador para o partido.

Nas Eleições Municipais 2020 o cabeça de chapa Chiquinho terá como vice-prefeita a professora Erika Passos, do Solidariedade.

Ciro Fontoura – Republicanos

“[…] Me capacitei para contribuir ao máximo e levar a nossa cidade a um desenvolvimento sustentável e duradouro”

Ciro Fontoura

O empresário Ciro Fontoura tem 37 anos, é pai solteiro e nascido em Niterói. Escolha do Republicanos em Maricá, ele terá como vice de chapa o Major Fábio Cavalcante de Oliveira (PRTB).

Fontoura é filho de Genésio e Josefina Fontoura, ex-secretária municipal de Educação. Essa é a segunda vez que Ciro tenta disputar um cargo eletivo. Há oito anos, se lançou como candidato a vereador pelo então PMDB e ficou como suplente na coligação Amor a nossa cidade.

Fabiano Horta – PT

“A juventude precisa olhar para a política e entender que a partir da capacidade de participar dela a vida é transformada”

Fabiano Horta

O petista Fabiano Horta tem 45 anos e é veterinário formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. O atual prefeito está na disputa pela reeleição.

Casado com Rosana Horta, é militante do Partido dos Trabalhadores desde a adolescência, onde atuou como membro da executiva municipal em diversos mandatos.

Foi duas vezes vereador e presidente da Câmara Municipal, de onde foi parceiro do ex-prefeito Washington Quaquá (PT), aliados pela criação da Empresa Pública de Transportes dos Vermelhinhos de Maricá, na criação da Moeda Mumbuca e outros programas sociais do governo.

Em 2012, Fabiano foi eleito deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, sigla ao qual sempre foi filiado, com 37.989 votos.

No exercício do mandato como Deputado Federal se propôs a melhorar a vida do povo no estado do Rio de Janeiro – em especial da de seus conterrâneos de Maricá, para onde destinou quase R$ 15 milhões em emendas parlamentares, que foram definidas de forma participativa no ano de 2015 junto à população maricaense.

Foi eleito a prefeito de Maricá, cidade com 160 mil habitantes, nas eleições de 2016. Na época, ele obteve 39.128 votos. No pleito deste ano, ele encabeça a chapa majoritária que tem o empresário Diego Zeidan, do mesmo partido, como vice-prefeito, que é filho de Washington Quaquá e da deputada estadual Rosângela Zeidan (PT).

Niterói

Axel Grael (PDT)

“Sempre pautei meu trabalho com base na sustentabilidade”

Axel Grael

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) tornou oficial no dia 31 de agosto a candidatura de Axel Grael, ex-secretário municipal de Planejamento, à Prefeitura de Niterói. O vice da chapa é o vereador Paulo Bagueira (Solidariedade), atual presidente da Câmara Municipal.

Grael tem 62 anos, é casado, engenheiro florestal, gestor público e ambientalista. O candidato foi vice do atual prefeito Rodrigo Neves (PDT) em 2012, quando venceram as eleições — na época, Axel pelo Partido Verde (PV) e Rodrigo pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Após Rodrigo Nevesser reeleito em 2016, Grael voltou à prefeitura, mas, desta vez, como secretário de Governo e, mais tarde, na pasta de Planejamento e Gestão.

Para a disputa eleitoral deste ano, Axel Grael mudou a filiação partidária: após mais de três décadas no Partido Verde (PV), migrou para o PDT de Rodrigo Neves e de Carlos Lupi em janeiro. Pelo menos 14 partidos fecharam a coligação União por Niterói. Essa é a primeira vez que ele disputa a eleição para o cargo de prefeito.

Allan Lyra – PTC

“Chega de partidos e políticos imorais que defendem ditaduras, aborto, roubo, mentiras e gênero […]”

Allan Lyra

O empresário Allan Lyra tem 35 anos, é casado e de última hora se tornou a aposta do Partido Trabalhista Cristão na disputar pela Prefeitura de Niterói. Estreante na política, Lyra terá como vice de chapa o subtenente Célio, do Podemos.

A curiosidade é que Allan era um dos pré-candidatos a vereador pelo PTC e nesta sexta (25) abriu mão de seu projeto inicial, para concorrer ao posto máximo do Executivo municipal, impulsionado pelo deputado federal Carlos Jordy (PSL), que teve um conflito interno com a própria sigla após a convenção que definiu a chapa majoritária encabeçada pelo delegado federal Deuler da Rocha e o vice, o empresário Alexandre Ceotto (Republicanos).

Em ataque, Jordy alega que a dupla “não representa a família Bolsonaro em Niterói”. Ele chegou notificar a executiva municipal da sigla exigindo anulação da convenção e ameaçou impetrar uma ação judicial para embargar a chapa pré-definida no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Após o nome de Allan Lyra ter constado nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jordy foi às redes sociais e declarou que “Niterói agora tem candidato conservador e bolsonarista, e ele vem pelo PTC”.

Danielle Bornia (PSTU)

daniela bornia - PSTU - divulgação

“Para ter comida na mesa é preciso o confisco do latifúndio improdutivo e reforma agrária sem indenização”

Danielle Bornia

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), em Niterói, escolheu por convenção virtual, no último dia 8 de setembro, a funcionária de escola Danielle Bornia como candidata à prefeita, tendo como vice o professor da rede estadual Sérgio Perdigão, do mesmo partido.

Bornia tem 39 anos, é formada em Nutrição e possui licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Essa é a segunda vez que ela entra na disputa pelo cargo máximo do Executivo.

Ao longo da trajetória, foi militante do PT e logo após a primeira eleição de Lula, em 2002, participou da Greve Nacional das Universidades contra a primeira Reforma da Previdência. Na ocasião, rompeu com o partido e ingressou no PSTU em seguida.

Trabalha na Rede Municipal de Educação de Niterói desde 2012 como agente de Administração Educacional, em que atua no movimento de profissionais de Educação, tendo feito parte da direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação-Niterói por duas gestões.

Deuler da Rocha (PSL)

Deuler Rocha, Pedro Conforte

“Nós acreditamos que temos os melhores projetos e pessoal capacitado”

Deuler da Rocha

Pelo Partido Social Liberal o delegado federal Deuler da Rocha é a escolha na disputa. A chapa tem como vice o empresário Alexandre Ceotto do Republicanos.

Nascido e criado em Niterói, Deuler tem 56 anos, é casado e tem dois filhos. Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), atua como delegado da Polícia Federal há 24 anos, sendo os seis últimos na delegacia de Niterói. Ele tem experiência administrativa na PF, além do combate ao crime.

No decorrer da carreira, Deuler foi superintendente da PF no Amazonas e no Amapá, além de chefiar o Conselho de Segurança do Meio Norte, a Interpol e as delegacias de Repressão a Entorpecentes, de Crime Organizado e Inquéritos Policiais, de Crimes Contra o Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural, e Marítima, Aérea e de Fronteira.

Ocupou ainda o cargo de técnico processual na Procuradoria da República, para o qual também passou por concurso público antes de ir para a PF.

Felipe Peixoto (PSD)

Felipe Peixoto, rede social

“Nos sentimos preparados para encarar este novo desafio com muita competência e seriedade”

Felipe Peixoto

O Partido Social Democrático escolheu o nome de Felipe Peixoto (PSD) para disputar a Prefeitura de Niterói em convenção no último dia 11. O vereador Bruno Lessa (DEM) será o vice na chapa. A decisão ocorreu após meses de diálogos.

Nome conhecido na terra de Araribóia, Peixoto tem 43 anos, é casado e tem duas filhas. O candidato já foi vereador de Niterói por três vezes (2000 – 2010), já ocupou cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (2011-2014), foi secretário de Estado de Abastecimento e Pesca (2011) e está indo para a sua terceira disputa pela Prefeitura de Niterói (2012 e 2016) — indo para o segundo turno em ambas as tentativas. Também foi secretário de Saúde do ex-governador Luiz Fernando Pezão (2015).

Formado em Administração pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Direito pela Unilasalle, é também especialista em Direito Público pela Escola Superior da Advocacia da OAB e tem MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No início da carreira, foi secretário regional das Praias Oceânicas e subsecretário regional de Icaraí. Atualmente, ele segue trajetória política pelo Partido Social Democrático (PSD), mas já foi filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), mesmo partido do atual prefeito Rodrigo Neves, e Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Flávio Serafini (PSOL)

“É com orgulho que me comprometo em transformar a cidade e combater a desigualdade”

Flávio Serafini

O professor Flávio Serafini é a aposta do Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Atuante como deputado estadual, o candidato vai às urnas em chapa única com a professora Josiane Peçanha.

Serafini tem 40 anos, é casado e tem dois filhos. Niteroiense, tem formação em Sociologia. Antes de ser reeleito deputado estadual pelo Psol com 61.754 votos, foi professor-pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz.

Velho conhecido no cenário político da cidade, essa é a terceira tentativa do psolista na disputa pela administração municipal. Nas eleições de 2016, Serafini teve 47.069 votos, ficando em terceiro lugar entre os mais votados no primeiro turno, em Niterói.

A história com a militância começou cedo, aos 16 anos, em defesa do passe livre e do acesso à cultura. Como estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF) fez parte do Diretório Central dos Estudantes, afirmando sempre a defesa pela educação pública, a necessidade de ampliação do acesso ao ensino e pela permanência dos estudantes na universidade.

Juliana Benício (NOVO)

“A política pode fazer um mal terrível, mas também pode fazer um bem incrível. É por isso que estamos todos aqui”

Juliana Benício

A engenheira e economista Juliana Benício foi confirmada pelo partido NOVO na disputa pela Prefeitura de Niterói. O também engenheiro Willie Silva será o vice na chapa única. A convenção virtual foi realizada no último dia 1º. É a primeira vez que a candidata se dispõe a uma vaga eletiva.

Benício tem 43 anos, é casada e mãe de quatro filhos. Niteroiense, ela é mestre em Economia e trabalha com gestão educacional há 15 anos. Atua como coordenadora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do Instituto Federal do Rio de Janeiro – Campus Niterói, e como avaliadora do INEP/MEC.

Renata Esteves – PMB

“Tornar nossa cidade com a melhor qualidade de vida do estado do RJ e estar entre as cinco melhores cidades do país”

Renata Esteves

A advogada Renata Esteves tem 33 anos, é casada e mãe de um filho. Nascida em Teresópolis, na Região Serrana, mora em Niterói desde os quatro anos de idade. É a primeira vez que tenta disputar um cargo eletivo.

Filiada ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), Renata entra na disputa em chapa única com a psicóloga Soraia Catarino, da mesma sigla.

A candidata é pós-graduada em Direito Tributário, especialista e Coach Jurídico Business Executive. Foi Delegada da Ordem dos Advogados de Niterói no período de 2013 a 2015.

Renata se define como uma pessoa conservadora e cristã. Inclusive a candidata atua em seguimentos sociais, empresariais e cristãos.

Tuninho Fares – DC

“Vamos enfrentar com muita coragem os poderosos que se dizem donos de Niterói”

Tuninho Fares

O funcionário público Tuninho Fares de 72 anos, é casado, pai de cinco filhos, avô de dez netos e dois bisnetos. Estudante de Administração, o niteroiense mora na Ponta D’Areia e tenta concorrer pela terceira vez a um cargo eletivo, após uma temporada de mais de três décadas.

Filiado ao partido Democracia Cristã (DC), o candidato à Prefeitura de Niterói já tentou por duas vezes ser vereador da cidade, em meados dos anos 90, sendo a primeira pelo Partido Social Liberal (PSL) e a segunda pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), hoje MDB.

A convenção da sigla foi realizada no dia 8 de setembro. Na ocasião, a doutora Nubia Mattos, do mesmo partido, foi nomeada como vice de chapa.

São Gonçalo

Capitão Nelson (Avante)

“A maioria das nossas propostas não gasta um centavo”

Capitão Nelson

Morador do Pacheco, o capitão Nelson (Avante) tem 62 anos, é casado e pai de dois filhos. Já atuou por mais de dez anos em diferentes mandatos como vereador de São Gonçalo. Há pouco ocupou, temporariamente, cadeira na Assembleia Legislativa do Rio como deputado, já que era suplente de Marcos Abrahão — parlamentar preso por corrupção na operação Furna da Onça, com o retorno de Abrahão por decisão da justiça, Capitão Nelson voltou ao cargo de vereador na cidade.

Velho conhecido entre policiais de São Gonçalo, Nelson acumulou 23 anos de atuação no 7º Batalhão, onde se tornou capitão, patente incorporada a sua marca política na primeira campanha, em 2004. No decorrer da carreira, comandou a guarnição Patamo, chefiou a 2ª seção (P2) do 7º BPM, mas também atuou no 35º BPM e no 4º CPA, além de ter participado diretamente na construção de unidades de destacamentos da Polícia Militar na cidade. 

A chapa majoritária encabeçada por Capitão Nelson terá Sergio de Oliveira Gevu, do mesmo partido, como vice-prefeito.

Dimas Gadelha (PT)

“Vamos defender a democracia e o Estado de direito em todo momento. Essa chapa tem esse compromisso”

Dimas Gadelha

O médico sanitarista Dimas Gadelha já foi secretário de Saúde (2015-2018) do atual prefeito José Luiz Nanci (Cidadania). Em 2018, tentou se eleger como deputado federal pelo Democratas (DEM), partido de centro-direita, e teve pouco mais de 16 mil votos.

Migrou para o Partido dos Trabalhores (PT), legenda de esquerda, a partir de um convite do ex-prefeito de Maricá Washington Quaquá (PT), atualmente, um dos seus principais aliados. Dimas também conta com o apoio dos vizinhos, os prefeitos Fabiano Horta, de Maricá, e Rodrigo Neves, de Niterói.

Oposição ao atual governo gonçalense, essa é a primeira vez que Dimas tenta disputar o cargo máximo do Executivo. A convenção definiu seu nome na chapa com o advogado Marlos Costa (PDT) e ocorreu no último dia 16.

Dimas se diz contra a atual forma de gestão de Nanci. “[Ele] não desenvolve políticas voltadas para o social. Já tivemos vários atritos e convergências na administração pública”, afirmou Dimas em março deste ano.

Com 45 anos, é casado e pai de dois filhos. Natural da Paraíba, chegou com 13 anos ao bairro Trindade, em São Gonçalo, para morar com a avó e realizar o sonho de estudar.

O candidato é formado em Medicina, com especializações em Saúde Pública pela Fiocruz e Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas.

Dejorge Patrício (Republicanos)

“Me sinto no dever, como cidadão gonçalense, de estar à frente de um projeto para a cidade que eu amo e vivo”

Dejorge Patrício

Aos 46 anos, Dejorge Patrício (Republicanos) é viúvo e tem dois enteados que moram com ele. Tem uma longa história com a cidade de São Gonçalo. Nascido e criado no Boaçu, em 2012 foi o candidato a vereador mais votado do município.

Ele começou sua trajetória política no Partido Liberal (PL) e migrou para o Republicanos, legenda na qual é filiado atualmente. Ainda na política, assumiu como deputado federal enquanto suplente de Clarissa Garotinho, em 2017; e ficou em segundo lugar nas últimas eleições para prefeito.

Dejorge também atuou como assessor de projetos especiais na Companhia Estadual de Água e Esgoto (Ceade).

Na chapa, Dejorge terá como vice-prefeito Marco Antônio Lagos de Vasconcelos, o Marquinho do Solidariedade (SDD), de 56 anos.

Dayse Oliveira (PSTU)

“Queremos apresentar um programa emergencial contra a crise econômica, o desemprego e a pandemia”

Dayse Oliveira

Dayse Oliveira tem 54 anos sendo a única mulher na disputa pela Prefeitura de São Gonçalo, pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Graduada em História e mestre em Educação, é professora da rede estadual de educação. Ela é solteira e sem filhos.

Militante do movimento Reviravolta da Educação, já foi coordenadora doSindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) e da Central Sindical e Popular CSP-Conlutas. Também atua no movimento negro ‘Quilombo Raça e Classe’ e no ‘Movimento Mulheres em Luta’, dos quais é fundadora.

Já concorreu em outras oito ocasiões a cargos eletivos, sempre pelo PSTU, sendo a primeira em 2002, quando foi candidata a vice-presidente na chapa que apresentou Zé Maria de Almeida à frente. As duas candidaturas mais recentes foram à Prefeitura de São Gonçalo, em 2016, e ao governo do estado em 2018.

Seu vice é o também professor e historiador Roberto Baeta. Em sua proposta de governo, Dayse defende um programa emergencial para combater a crise econômica, o desemprego e a pandemia. Também diz que, em seu governo, haverá conselhos populares com poder de decidir sobre os diversos temas da cidade.

Isaac Ricalde – (PCdoB)

“Vamos combater o bolsonarismo, a extrema-direita, e a velha política que há décadas faz a cidade andar para trás”

Isaac Ricalde

Nascido no Rio Grande do Sul, Isaac Ricalde tem 35 anos, é casado e, recentemente, sofreu a perda do filho, o bebê Bernardo, que nasceu prematuro, com apenas sete meses de gestação.

Ele embarcou para São Gonçalo aos 12 anos, em 1998, onde começou sua militância em movimento estudantil no Colégio Estadual Santos Dias, na Covanca. Em seguida, presidiu a União da Juventude Socialista.

Em 2019, participou da fundação do Fórum dos Movimentos Sociais de São Gonçalo. Este ano, foi lançado pré-candidato a prefeito de São Gonçalo pelo PCdoB, sendo essa a sua primeira candidatura eletiva.

A convenção da sigla homologou a candidatura de Ricalde no dia 13 de setembro. A campanha conta com apoio do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), através da professora Ana Cardinal, que vem como vice na chapa.

José Luiz Nanci (Cidadania)

“Estamos acostumados com eleições calorosas, mas desta vez será a distância”

José Luiz Nanci

O atual prefeito de São Gonçalo está na disputa pela reeleição. Eleito cinco vezes como vereador na cidade, acumulando dois mandatos como deputado estadual, José Luiz Nanci (Cidadania) tem 68 anos e é médico. Morador do bairro Zé Garoto, é casado com a primeira-dama Eliane Nanci e, juntos, têm dois filhos.

Em 2006, ele concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, ficando como suplente. Durante o cumprimento de seu quinto mandato consecutivo no legislativo gonçalense, em 2010, José Luiz Nanci se lançou em campanha para deputado estadual do Rio de Janeiro. Alcançou a vitória e se elegeu para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Nanci também esteve ao lado do do ex-governador Luiz Fernando Pezão, quando foi secretário de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida. Em agosto de 2016, se candidatou à Prefeitura de São Gonçalo numa coligação composta pelo então PPS [Partido Popular Socialista], PSL [Partido Social Liberal] e Solidariedade. Após ter sido o mais votado no primeiro turno, foi eleito em 30 de outubro ao derrotar Dejorge Patrício.

A convenção do Cidadania homologou o nome de Nanci como candidato a prefeito no último dia 10. A escolhida para compor a chapa enquanto vice-prefeita é a empresária Márcia Valéria, de 54 anos.

Roberto Sales (PSD)

“Só tem uma forma de saber a necessidade das pessoas: ouvindo-as”

Roberto Sales

O ex-deputado federal Roberto Sales (PSD) é carioca, tem 42 anos, casado e pai de uma filha. É formado em Administração pela Universidade Veiga de Almeida e atua como corretor. Foi deputado federal, na época pelo Republicanos, e exerceu mandato na Câmara dos Deputados.

Sales assinou filiação com Partido Social Democrático (PSD) há menos de um ano, sendo lançado ainda em março de 2020 como pré-candidato a prefeito de São Gonçalo. A convenção da legenda ocorreu no último dia 15. O nome escolhido para vice-prefeito é o médico Dr. Isac Esteves, do Partido Trabalhista Cristão (PTC).

Em 2013, Roberto Sales é convidado a assumir a Secretaria Municipal de Pesca de São Gonçalo. Em sua gestão como secretário, a maior preocupação era elaborar projetos que beneficiassem o pescador artesanal e a população gonçalense.

Em outubro de 2014, aos 36 anos, Sales foi eleito deputado federal com mais de 124 mil votos.

Ricardo Pericar – (PSL)

“Não aceitamos vereadores de mandato; não aceitamos lotear as secretarias; não iremos apresentar secretário nenhum político […]”

Ricardo Pericar

Nascido no bairro Galo Branco, Ricardo Pericar (PSL) tem 54 anos, é casado e pai de três filhos. Mora há mais de três décadas no Mutondo. Em 2004, tornou-se vereador de São Gonçalo pelo então PMDB, depois migrou para o Partido Democrata Trabalhista (PDT). Pericar declara que não consegue se “associar aos políticos do município por conta da corrupção”, entretanto ainda é associado ao atual prefeito José Luiz Nanci, quando foi eleito vice-prefeito em 2016 .

O bolsonarista completou três mandatos como vereador. Em 2016, tentou vir candidato a prefeito, mas por divergências com o partido, não conseguiu.

Pericar chegou a assumir mandato como deputado federal enquanto suplente de Major Fabiana (PSL), na Câmara dos Deputados, já que ela teria deixado o cargo para assumir uma pasta no Governo do Estado em agosto do ano passado. Entretanto a passagem em Brasília durou apenas dois meses, isso porque a major deixou o governo Witzel e reassumiu o mandato. Desde 2018, Pericar é filiado ao Partido Social Liberal.

A Câmara Municipal de São Gonçalo rejeitou o pedido de licença do vice-prefeito, Ricardo Pericar para exercer o cargo em Brasília. O pedido de licença feito através de projeto de resolução era para afastamento temporário do cargo de vice, por conta da posse do cargo de deputado federal, sem recebimento de salário.

Segundo a Câmara, o parecer da Procuradoria indeferiu a solicitação, porque não havia amparo legal no Regimento Interno e tampouco na Lei Orgânica do município. Por 15 votos, unanimidade entre os vereadores presentes, o projeto de resolução foi reprovado devido a inconstitucionalidade.

Diante deste cenário, o rápido retorno de Pericar à cidade de São Gonçalo acabou ocasionando numa espécie de “racha” definitivo entre ele e o cabeça de chapa, José Luiz Nanci (Cidadania).

Nas eleições municipais deste ano, Ricardo Pericar terá na chapa mista o pastor Arthur Belmont, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), como vice-prefeito.

Rodrigo Piraciaba (PSB)

“Minhas principais bandeiras são a Educação e a modernização da Gestão Pública”

Rodrigo Piraciaba

Rodrigo Piraciaba tem 44 anos, é gonçalense, casado, pai de três filhos e mora no bairro do Pita. Formado em Matemática pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), atuou por 25 anos como professor e diretor de ensino em diferentes escolares particulares.

Com especialização em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, Piraciaba também trabalhou com a administração de empresas privadas.

Rodrigo Piraciaba vem como candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), tendo como vice-prefeito o também professor Carlos Marcelo, do mesmo partido.

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