quinta, 26 de novembro de 2020

Silêncio da Polícia Federal faz deputada recorrer à ONU

Talíria solicitou apoio para cobrar por investigações. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A deputada federal de Niterói, Talíria Petrone (PSOL), recorreu à Organização das Nações Unidas (ONU) para cobrar do governo brasileiro investigações das ameaças de morte que tem recebido. A parlamentar cobra ainda por explicações sobre as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, além de pedir proteção para mulheres defensoras dos Direitos Humanos, também ameaçadas por violência política.

“É muito grave que uma parlamentar eleita tenha cerceamento do exercício do seu mandato com ameaças violentas. É a demonstração de que a democracia brasileira vai mal. A violência política vem crescendo no Brasil e não podemos ficar parados”, disse a deputada.

De acordo com Petrone, que foi a vereadora mais votada em Niterói nas últimas eleições, as ameaças mais graves começaram há mais de um ano, já enquanto cumpria o mandato na Câmara Federal. Segundo a deputada, o teor das investidas são concretas e demanda ação urgente do Estado.

“Solicitamos diversas vezes, mas infelizmente não tivemos resposta. Isso se trata de políticas de Estado e não de governo. Nessa última agora, foi ainda mais grave. Diante desse silêncio, recorremos à ONU para que tome as medidas internacionais cabíveis para proteger a nós, defensores dos Direitos Humanos, sobretudo as mulheres negras”, completou.

O requerimento ao órgão, segundo a deputada, foi emitido no último dia 25. Até agora, ela ainda não obteve resposta. A parlamentar estava cumprindo a licença-maternidade até o início desta semana, agora ela aguarda trâmites burocráticos para retomar o mandato na Câmara.

Ameaças

Em agosto, a deputada já havia solicitado proteção da Polícia Legislativa, após receber as ameaças de morte. Na época, de acordo com a assessoria de imprensa de Talíria, a Câmara dos Deputados havia sido acionada pelo Disque Denúncia com informações de novas ameaças contra a parlamentar.

O conteúdo detalhado das denúncias, no entanto, não foi revelado à reportagem. Sobre as investigações, a assessoria reiterou que, por se tratar de função de polícia judiciária da União, a competência seria da Polícia Federal, que é o órgão que investiga quando se tratam de poderes federais.

Segundo a assessoria jurídica da deputada, a Polícia Federal tem conhecimento do caso, mas ainda não prestou qualquer esclarecimento se está investigando de forma efetiva.

A PF foi procurada, mas ainda não emitiu retorno ao questionamento.

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